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CTT termina sessão com maior queda de sempre em bolsa

Os resultados divulgados esta quarta-feira pelos CTT já depois do fecho do mercado ficaram aquém das expectativas e os investidores penalizaram a cotada, que terminou a sessão desta quinta-feira com o maior recuo desde a sua entrada em bolsa.

Apesar da quebra dos resultados, os CTT vão manter o compromisso de distribuir 0,48 euros por acção, o equivalente a 9,16% da cotação dos títulos. A empresa liderada por Francisco de Lacerda lucrou 62,2 milhões de euros em 2016. Mas reservou um total de 72 milhões para remunerar os accionistas.
Miguel Baltazar/Negócios
Inês F. Alves inesalves@negocios.pt 05 de Novembro de 2015 às 17:12
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Os CTT fecharam esta quinta-feira, 5 de Novembro, a cair 9,44% para 9,50 euros, o maior recuo desde que a empresa se estreou em bolsa, em Dezembro de 2013. Na sessão de hoje, a cotada chegou a desvalorizar 10,86% para 9,351 euros.

A penalizar o desempenho da cotada estiveram os resultados divulgados esta quarta-feira após o fecho do mercado. A empresa liderada por Francisco Lacerda teve um resultado líquido de 50,6 milhões de euros nos primeiros noves meses do ano, menos 3,8% do que no mesmo período do ano passado.

O recuo é justificado por "por um conjunto de gastos não recorrentes de 7,7 milhões de euros, dos quais 4,8 milhões relacionados com o Banco CTT", um projecto que deverá ser lançado ainda este ano. Excluindo itens extraordinários, os lucros teriam crescido 6,9% para 56,3 milhões de euros.

No total, os CTT tiveram receitas de 538,1 milhões de euros nos primeiros nove meses deste ano, mais 1,3% comparativamente ao período homólogo de 2014, informa o comunicado da empresa. O EBITDA recuou 4,1% no mesmo período para 97,4 milhões de euros. Já o EBITDA recorrente (antes de rendimentos e gastos não recorrentes) melhorou 3% para 104,8 milhões de euros.

Os resultados recorrentes dos CTT no terceiro trimestre ficaram "17% abaixo das estimativas [do Haitong] ao nível do EBITDA e 12% abaixo do consenso fornecido pela empresa", salienta a casa de investimento que comprou o BESI numa nota de análise.

"Contudo, consideramos que esta não é uma alteração significativa na história" da empresa. "O foco dos investidores deve virar-se depressa para o dia do investidor", que está agendado para o dia 19 de Novembro e cujo principal tema será o banco postal, acrescentam os mesmos analistas.

 

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