Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Dados do emprego condicionam rumo dos mercados

Semana será ainda marcada pela reunião mensal de política monetária do Banco Central Europeu. A taxa de juro deverá manter-se nos 0,50%

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 30 de Setembro de 2013 às 11:20
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

Ben Bernanke | Investidores estarão atentos aos dados do emprego que serão divulgados na sexta-feira para anteciparem a movimentação da Fed. 

 

 

Vai ser uma semana recheada de indicadores económicos, mas as atenções dos investidores deverão centrar-se nos números do emprego. Especialmente nos dos EUA, que poderão permitir antecipar o início da retirada dos estímulos depois da surpresa provocada pela Reserva Federal. Também determinante para o rumo dos mercados será a discussão em torno do tecto da dívida do outro lado do Atlântico.


Contrariando as expectativas do mercado, Ben Bernanke decidiu manter o ritmo dos estímulos à economia, na última reunião de política monetária. "A actividade económica tem vindo a acelerar a um ritmo moderado", disse a autoridade monetária, e alguns indicadores do mercado de trabalho apontam para uma melhoria nos últimos meses. Mas, "a taxa de desemprego continua elevada", justificou a Fed.


Os indicadores relativos ao mercado de trabalho anunciados esta semana serão, por isso, seguidos com atenção pelos investidores. Os dados mais relevantes serão conhecidos na sexta-feira. A previsão dos economistas consultados pela Bloomberg aponta para que a taxa de desemprego nos EUA, em Setembro, se tenha mantido nos 7,3%, o nível mais baixo desde Dezembro de 2008.


Tecto da dívida
Outro tema que estará em destaque é a discussão sobre o tecto para o endividamento público norte-americano. Durante o fim-de-semana, democratas e republicanos tentarão chegar a um acordo que evite uma paralisação do governo no próximo mês. Até à meia-noite desta segunda-feira, a Câmara dos Representantes terá de aprovar a lei orçamental para 2014, pois a 1 de Outubro tem início o novo ano fiscal nos EUA.


Jacob Lew, o secretário do Tesouro norte-americano, enviou, na semana passada, uma carta ao presidente da Câmara dos Representantes onde alerta que "as medidas extraordinárias [que têm permitido financiar o governo federal através de endividamento] estarão esgotadas o mais tardar a 17 de Outubro".


Juros do BCE
Na Zona Euro serão conhecidos os números do desemprego, mas também a evolução do índice de gestores de compras (PMI) para a indústria, de Setembro, ambos na terça-feira. Já hoje será revelada a taxa de inflação, sendo que o foco dos investidores estará na reunião mensal do BCE que decorrerá na quarta-feira.


Nas últimas reuniões, Mario Draghi tem sublinhado que os juros na Zona Euro vão manter-se baixos por um "longo período de tempo". Neste sentido, segundo os economistas, não haverá novidades: a taxa de referência ficará nos 0,5%. As atenções deverão virar-se para a conferência de imprensa onde o presidente do BCE poderá abordar a "fraca dinâmica no crédito". Draghi admitiu na semana passada avançar com outro programa de empréstimos de longo prazo.

 

 

Até à meia-noite de segunda-feira, a Câmara dos Representantes dos EUA terá de aprovar a lei orçamental para 2014. No fim-de-semana, democratas tentarão chegar a um acordo sobre o novo tecto da dívida.


Na quarta-feira, o BCE deverá deixar o preço do dinheiro na Zona Euro inalterado nos 0,50%.

 

Ver comentários
Outras Notícias