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DBRS coloca "rating" do BCP sob revisão com possibilidade de corte

A agência canadiana de notação financeira pode cortar a classificação do BCP, já que a colocou sob revisão, com implicações negativas, na sequência dos resultados dos testes de stress à banca europeia, em que o banco liderado por Nuno Amado chumba no cenário mais adverso.

Correio da Manhã
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 28 de Outubro de 2014 às 20:17
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A Dominion Bond Rating Service (DBRS) manteve a notação do BCP em ‘BBB (baixo)’ [qualidade de crédito adequada, que é o último nível da categoria de investimento], mas colocou a dívida do banco sob vigilância negativa. Isto depois de este ter "chumbado" no cenário mais adverso dos testes de stress.

 

"Na sequência do anúncio, a 26 de Outubro de 2014, relativo aos resultados da avaliação realizada à banca europeia por parte do Banco Central Europeu, em conjunto com a Autoridade Bancária Europeia, a DBRS decidiu colocar os ratings da dívida sénior de longo prazo e dos depósitos de longo prazo do BCP sob revisão, com implicações negativas", sublinha o comunicado da agência.

 

Recorde-se que no cenário mais adverso para as perspectivas da economia portuguesa o PIB caía 0,8% em 2014 e 1,1% em 2016, com a taxa de desemprego a superar os 18% em 2015, os preços dos imóveis a caírem mais de 9% e as taxas de juro acima dos 7%. Foi neste cenário que o BCP falhou nos testes à sua resiliência.

 

O BCP tem de apresentar um plano ao BCE sobre a forma como espera resolver a falta de capital identificada no cenário mais adverso, e isso tem de acontecer nas próximas duas semanas, lembra a DBRS.

 

"Durante o seu período de avaliação, a agência canadiana avaliará a substância do referido plano, a sua viabilidade e o calendário para a sua concretização. Além disso, avaliará qualquer potencial impacto na rede de operações do banco, ao mesmo tempo que avaliará o processo de planeamento de capital e os progressos das iniciativas estratégias do BCP", refere ainda a agência de notação financeira.

 

Na sua avaliação, a DBRS terá também em consideração se o banco tomou, nos primeiros 10 meses do ano, medidas suficientes para lidar com a falta de capital evidenciada no cenário adverso, diz o relatório.

 

Sublinhe-se que a DBRS utiliza os termos ‘alto’ (high) e ‘baixo’ (low) nas suas notações, associados a letras. Esses termos correspondem aos sinais de ‘+’ e ‘-’ atribuídos pelas três maiores agências de rating (Moody’s, S&P e Fitch) e pela grande maioria das restantes agências.

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