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Depois do BCP e do BES, esta segunda-feira foi a vez de o BPI disparar

Valorização de 2013 não impede que o saldo das três primeiras sessões seja positivo para os três principais bancos cotados nacionais.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 06 de Janeiro de 2014 às 17:08
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Primeiro, o BCP. Depois, o BES. Agora, o BPI. Os três grandes bancos portugueses cotados em bolsa já tiveram, cada um, uma sessão de fortes ganhos na Bolsa de Lisboa.

 

Depois do ano de subidas para a banca nacional (o melhor de sempre para o BCP e o melhor desde 2006 para o BES), as valorizações continuam. E, em pelo menos uma das sessões de 2014, a subida foi significativa.

 

O BPI avançou esta segunda-feira 5,21% para encerrar nos 1,334 euros, tocando num máximo desde Janeiro de 2013. Nas três sessões de 2014, os fechos do banco dirigido por Fernando Ulrich (na foto) foram positivos, num total de 9,7%. É o melhor desempenho deste início de ano entre os três bancos.

 

O BES, embora tenha perdido terreno esta segunda-feira, já teve o seu dia de forte valorização. Embora na primeira sessão do ano o ganho tenha sido tímido, o segundo dia foi de uma valorização superior a 8%. O banco liderado por Ricardo Salgado acumula um ganho de 8,95% em 2014.

 

No dia 2, a primeira sessão de 2014, foi a vez de o BCP encerrar com um ganho de praticamente 7%. Na sexta-feira, recuou, tendo hoje subido. Ao todo, o avanço anual é de 5,65%.

 

No saldo dos mesmos três dias, o índice de referência nacional PSI-20 regista um saldo positivo de cerca de 3,5%.

 

Apesar das subidas do ano passado, as casas de investimento ainda olham para a banca portuguesa com um potencial de valorização. Além disso, os gestores de fundos da bolsa portuguesa também olham para o sector financeiro como um dos que poderá beneficiar da perspectiva de recuperação da economia nacional, a par do retalho e das telecomunicações.

 

Neste momento, o alívio no mercado de dívida nacional tem sido uma realidade e isso é um ponto positivo para a banca. Os investidores estão a pedir taxas de juro associadas aos títulos de dívida portuguesa mais baixas do que nas sessões anteriores no mercado secundário e a banca, por deter obrigações nacionais, beneficia deste comportamento. Até porque esse movimento sinaliza uma maior confiança na dívida nacional. Isto no ano em que Portugal tem de assegurar que se consegue financiar autonomamente, já que o fim do actual programa de resgate tem data marcada para Maio de 2014.

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