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Desaire no leilão de Itália leva juros da dívida portuguesa a subir

Os juros implícitos nas obrigações portuguesas estão em alta no mercado secundário, depois de Itália ter vendido dívida de custo ao custo mais elevado desde Dezembro.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 13 de Junho de 2012 às 16:36
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Os juros da dívida portuguesa estão em alta depois de uma emissão de dívida pública italiana em que o Governo de Mario Monti viu os juros subirem, sinalizando que os receios de contágio da crise orçamental não foram contidos pela ajuda concedida à banca espanhola.

A “yield” das obrigações portuguesas a dois anos está a subir 8,9 pontos base para 9,161%, segundo as taxas genéricas da Bloomberg para o mercado secundário, enquanto no prazo de cinco anos, os juros implícitos caem 1,4 pontos base para 11,783% e no de 10 anos recuam 5,9 pontos base para 10,675%.

As subidas dos juros também se verificam em Espanha e Itália. A taxa de juro que os investidores exigem para deter a dívida a 10 anos emitida a partir de Madrid sobe 5,7 pontos base para 6,762% e a da dívida italiana sobe 4,5 pontos base para 6,216%. Já os juros de França a 10 anos recuam 0,4 pontos base para 2,725%.

Esta manhã, a Itália emitiu dívida com maturidade de um ano a uma taxa de juro implícita de 3,972%. O custo a que Itália se financiou foi o mais elevado desde Dezembro e sinaliza que a ajuda à banca espanhola não serviu para conter os receios de contágio da crise orçamental. Amanhã, O Governo liderado por Mario Monti tem agendado um leilão de dívida com prazo mais longo, segundo a Bloomberg.

Já a Alemanha conseguiu emitir dívida com prazo de seis a uma taxa de juro negativa, o que significa que os investidores estão dispostos a perder dinheiro para estarem expostos à segurança relativa da dívida alemã antes das eleições na Grécia, que muitos receiam que dite a saída do país da Zona Euro. A Alemanha vendeu obrigações no valor de 770 milhões de euros à taxa implícita negativa de 0,31%.

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