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Descidas acima de 1% na EDP e PT penalizam bolsa (act)

A Euronext Lisbon fechou em queda, a acompanhar a tendência depressiva das bolsas europeias e penalizada pelas desvalorizações acima de 1% registadas pela Portugal Telecom e EDP. O PSI-20 desceu 0,77% e os títulos da Impresa foram os únicos a fechar com g

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 17 de Dezembro de 2004 às 17:27
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A Euronext Lisbon fechou em queda, a acompanhar a tendência depressiva das bolsas europeias e penalizada pelas desvalorizações acima de 1% registadas pela Portugal Telecom e EDP. O PSI-20 desceu 0,77% e os títulos da Impresa foram os únicos a fechar com ganhos.

O principal índice da bolsa nacional fechou nos 7.538,29 pontos, com 15 acções a cair, apenas uma a subir e quatro inalteradas, numa sessão em que a liquidez foi 8,33% superior à anterior, com 119,316 milhões de euros negociados. A liquidez do PSI-20 tem estado acima dos 100 milhões de euros há três sessões e ronda esse valor há sete.

As bolsas europeias caíram pressionadas pelas farmacêuticas depois da Pfizer ter dito hoje que o seu analgésico «Celebrex» aumenta o risco de ataques cardíacos, segundo um estudo efectuado.

A Energias de Portugal (EDP) [edp] foi a principal responsável pela queda do índice com perdas de 1,33% para os 2,23 euros. A eléctrica negociou ontem um total de 206 milhões de acções numa operação fora de bolsa, que movimentou um total de 453 milhões de euros, que corresponde à posição de 5,64% que a Cajastur passou a deter no capital da eléctrica nacional, no âmbito da aquisição da Hidrocantábrico.

A Portugal Telecom (PT) [ptc] também pressionou, com um deslize de 1,10% para os nove euros. A empresa acumula três sessões seguidas de quedas, com os analistas a demonstrarem surpresa e dúvidas ao anúncio da intenção da empresa entrar no fixo no Brasil.

A PT Multimédia [ptm] também caiu 0,79% para 17,66 euros. A notícia do eventual interesse da SGC de João Pereira Coutinho em negociar a aquisição da Lusomundo Media, noticiada hoje pelo «Semanário Económico», tem um impacto «neutral a positivo» para a PT Multimédia, segundo os analistas do BPI.

A Sonae SGPS [son] foi outro título responsável pela desvalorização do índice com perdas de 1,87% para os 1,05 euros depois de ter renovado o máximo desde Maio de 2001, nos 1,08 euros, enquanto a Sonae Indústria avançou 0,81% para os 4,96 euros, tendo também alcançado o valor mais elevado desde Janeiro de 2002 nos 4,96 euros. A venda de posição da Sonae Indústria na Gescartão à Sonae SGPS tem um impacto positivo para a empresa uma vez que ajuda a reduzir ainda mais a dívida líquida da Sonae Indústria e ajuda a reestruturar o processo, consideram os analistas do BPI no seu Iberian Daily. A Gescartão ficou inalterada nos 10,70 euros.

A Brisa [brisa] deslizou 0,74% para os 6,69 euros. A Brisa e as outras concessionárias de auto-estradas com portagens reais querem subir as tarifas nas classes de veículos 2, 3, e 4 para compensar a perda de receitas que ocorrerá com a baixa de portagens para os monovolumes, noticiou hoje o Jornal de Negócios.

A Impresa travou perdas maiores com uma valorização de 2,33% para os 5,70 euros. A empresa de Pinto Balsemão tocou novos máximos de Março de 2001, nos 5,75 euros. A Cofina [cofi] deslizou 0,27% para os 3,75 euros e a Media Capital caiu 0,96% para os 5,15 euros. A Cofina e o Banco BPI vão entrar no capital da ParaRede, ficando com uma posição conjunta de 5,8%, no âmbito do aumento de capital da empresa, que será subscrito com acções da WhatEverNet. A Para Rede [para] ficou estável nos 0,38 euros.

A banca fechou com o Banco Comercial Português [bcp] e o Banco BPI inalterados nos 1,87 euros e 3,03 euros e com o Banco Espírito Santo [besnn] a cair 0,61% para os 13 euros.

A Jerónimo Martins [jmar] fechou a cair 0,51% para os 9,80 euros, mesmo depois do Millennium bcp ter revisto em alta a recomendação para a empresa, de «neutral» para «comprar», com um novo preço-alvo de 11,9 euros. «O nosso preço-alvo sugere um potencial de valorização em torno dos 20% até ao final de 2005 para além de um dividendo provável de 0,30 euros a 0,35 euros já em 2005», de acordo com os analistas do banco de investimento.

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