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Desde 1 de Março que os índices de Wall Street não se alinhavam todos nos píncaros

As praças bolsistas norte-americanas estabeleceram novos recordes de fecho e novos máximos históricos. O Dow Jones conseguiu, por fim, superar  fasquia onde tinha tocado a 1 de Março.

Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 02 de Junho de 2017 às 21:24
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O dia 1 de Março tinha sido a última sessão em que os três principais índices bolsistas norte-americanos tinham estado todos, simultaneamente, em máximos de sempre. Desde então, o Nasdaq e o S&P 500 foram-se estreando em novos patamares e o Dow Jones estabeleceu alguns recordes de fecho, mas estava difícil suplantar os 21.169,11 pontos da primeira sessão de Março. Aconteceu hoje.

 

As bolsas do outro lado do Atlântico abriram em alta ligeira, a digerir os sinais mistos do relatório do emprego nos EUA relativo a Maio – uma vez que a taxa de desemprego caiu, mas o aumento de empregos ficou abaixo das expectativas.

 

No entanto, ao longo do dia, o sentimento optimista foi ganhando força junto dos investidores e Wall Street acabou por ser catapultada para níveis nunca antes vistos.

 

O Dow Jones fechou a somar 0,29% para 21.206,29 pontos, depois de ter marcado um máximo histórico durante a sessão, nos 21.225,04 pontos.

 

Já o Standard & Poor’s 500 avançou 0,37% para 2.439 pontos, isto depois de na negociação intradiária ter pisado território totalmente novo, nos 2.440,23.

 

Também o tecnológico Nasdaq Composite seguiu a mesma tendência, terminando a valorizar 0,94% para 6.305,79 pontos. A meio da sessão tocou num nível nunca antes visto, os 6.308,76 pontos.

 

Apesar de terem sido criados menos empregos, em Maio, do que aquilo que era projectado pelo consenso dos economistas, o mercado não vacilou e continua na expectativa de que a Reserva Federal norte-americana suba os juros directores na sua reunião de 13 e 14 de Junho.

 

Do lado dos ganhos nesta sexta-feira, destaque para os títulos que mais beneficiam com aumentos das taxas de juro – sendo que também foram sustentados pelo facto de os juros das Obrigações do Tesouro a 10 anos terem tocado no valor mais baixo do ano.

 

A Microsoft foi uma das cotadas que mais se evidenciou pela positiva, ao registar o maior ganho dos últimos seis meses (2,38%) e a estabelecer-se num recorde nos 71,86 dólares.

 

A travar maiores ganhos estiveram sobretudo os títulos da energia, num dia em que as cotações do petróleo voltaram a estar a negociar em baixa, a cair mais de 2%.

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