Bolsa S&P 500, Dow Jones e Nasdaq marcam recordes. Há perto de 17 anos que não o faziam todos no mesmo dia

S&P 500, Dow Jones e Nasdaq marcam recordes. Há perto de 17 anos que não o faziam todos no mesmo dia

As principais bolsas norte-americanas encerraram em alta, e a estabelecerem novos recordes. O Standard & Poor’s 500 e o Dow Jones atingiram recordes absolutos e o Nasdaq marcou um máximo de fecho. A última vez em que os três índices tinham fixado recordes no mesmo dia foi a 31 de Dezembro de 1999.
S&P 500, Dow Jones e Nasdaq marcam recordes. Há perto de 17 anos que não o faziam todos no mesmo dia
Bloomberg
Carla Pedro 11 de agosto de 2016 às 21:47

O Standard & Poor’s 500 terminou a sessão desta quinta-feira a somar 0,5% para 2.185,78 pontos, o que constituiu um novo máximo histórico. Ao longo do último mês de negociação, este foi o seu nono recorde absoluto.

 

Também o índice industrial Dow Jones fixou um novo máximo de sempre, na negociação intradiária, ao alcançar os 18.638,34 pontos. Acabou por encerrar ligeiramente abaixo, a ganhar 0,63% para 18.613,04 pontos, que foi um recorde de fecho de sessão.

 

O tecnológico Nasdaq Composite, por seu lado, valorizou 0,46% para se fixar nos 5.228,39 pontos  – um valor que nunca tinha atingido no fecho.

Desde 31 de Dezembro de 1999 que os três índices não coincidiam com recordes no mesmo dia, segundo as contas do The Wall Street Journal.

 

Na sessão de hoje, a Macy’s foi uma das cotadas em destaque do lado altista, depois de a cadeia de lojas departamentais ter anunciado um plano para fechar cerca de 14% dos seus estabelecimentos numa tentativa de manter a rentabilidade.

 

O movimento de valorização dos índices bolsistas a que hoje se assistiu foi desencadeado sobretudo pela subida dos preços do petróleo e pelos resultados trimestrais das retalhistas dos EUA, que não foram tão fracos como se receava.

 

Mas estas subidas também têm um senão: os sucessivos recordes que se têm observado em Wall Street estão a fazer desaparecer muitos gestores de topo do movimento de compras. Com efeito, o número de executivos seniores e administradores de empresas que compram acções das suas próprias companhias caiu 44% em Julho passado, face ao mesmo mês de 2015, para 316 – tratou-se do total mensal mais baixo de sempre, segundo os dados compilados pela Bloomberg.

 

Apesar de as empresas continuarem a recomprar as suas acções, a procura por parte dos seus gestores de topo diminuiu à medida que o S&P 500 foi atingindo novos recordes – depois de mais de um ano sem superar o anterior máximo histórico.

 

"Esta falta de interesse por parte dos executivos pode ser um sinal de alerta para os investidores que acabaram de ver os analistas projectarem um recuo dos lucros das empresas norte-americanas entre Junho e Setembro", sublinhou a Bloomberg.

 

Os analistas inquiridos pela Bloomberg reviram em baixa de 2,9 pontos percentuais as suas estimativas para os lucros das empresas norte-americanas no actual trimestre, com a projecção média a apontar para uma descida de 0,6%.

 

As previsões foram cortadas para 9 dos 10 principais sectores que integram o S&P 500, sendo que se estima que as empresas do ramo industrial e da energia sejam as que mais deteriorarão os seus lucros.

 

Esta revisão em baixa das estimativas coloca as cotadas de maior capitalização bolsista dos EUA a caminho da mais longa série de quedas de lucros desde a crise financeira, refere a Bloomberg. 

 

A escalada que se tem observado nas bolsas do outro lado do Atlântico foi sustentada pela melhoria dos dados económicos, pela convicção de que os bancos centrais continuarão a estimular o crescimento e pelos resultados trimestrais acima do esperado por parte da maioria das cotadas do S&P 500. 




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