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Deutsche Bank estima que BCE baixe juros até Junho

O Banco Central Europeu (BCE) deverá cortar a taxa de juro em 0,25 pontos percentuais, nos próximos três meses, uma vez que a confiança dos empresários alemães baixou e o desemprego prejudicou o consumo, segundo estimativas do Deutsche Bank.

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 26 de Março de 2004 às 16:53
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O Banco Central Europeu (BCE) deverá cortar a taxa de juro em 0,25 pontos percentuais, nos próximos três meses, uma vez que a confiança dos empresários alemães baixou e o desemprego prejudicou o consumo, segundo estimativas do Deutsche Bank.

«Nós temos a nossa perspectiva», disse Thomas Mayer, director económico do Deutsche Bank, num comunicado aos investidores, citado pela Bloomberg.

O banco alemão tinha anteriormente previsto que o BCE iria manter a taxa de juro nos 2% nos próximos doze meses. «Fazendo um balanço, a recuperação parece prosseguir a um ritmo lento e acompanhada de riscos superiores aos previstos», continuou Mayer.

O presidente do Banco Central Europeu, Jean Claude Trichet, disse, há dois dias, que se o consumo não recuperasse, poderia vir a modificar as suas previsões, o que levou à especulação de um eventual corte na taxa de juro.

«Se as nossas expectativas de um forte consumo privado da procura interna não forem superadas, iremos mudar, em consonância, as nossas estimativas», disse Jean-Claude Trichet em entrevista ao jornal alemão «Handelsblat», na quarta-feira passada.

A recuperação das exportações que começou no terceiro trimestre do ano passado não foi suficientemente forte para baixar o desemprego e convencer as famílias a aumentarem o consumo.

A confiança dos empresários alemães caiu, em Março, para o valor mais baixo em cinco meses com os mesmos preocupados com o desemprego e com a diminuição do consumo na maior economia da Europa, disse hoje o IFO.

«Embora o corte na taxa de juro em Abril seja uma possibilidade distinta, acreditamos que o BCE poderá também querer esperar por mais informações antes de decidirem uma mudança na política monetária», disse Thomas Mayer. «Por esta razão Maio e Junho poderão ser também datas possíveis para a redução da taxa»

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