Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Investimentos em ouro escalam para um novo máximo histórico

A quantia de dinheiro investido no metal precioso aumentou pelo 25.º dia consecutivo, naquele que é o maior ciclo de subidas de sempre. Os receios com o surto do Covid-19 estão a levar os investidores a procurarem ativos de refúgio.

Bloomberg
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 26 de Fevereiro de 2020 às 11:32
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

Nunca houve tanto dinheiro guardado em ETFs de ouro. O valor investido no ativo aumentou pelo vigésimo quinto dia para as 2.624,7 toneladas, na sessão desta quarta-feira, 26 de fevereiro, o que representa um máximo histórico quer em termos de ciclo de ganhos, quer em termos de volume total.

A forte propagação do coronavírus (Covid-19), principalmente depois de ter infiltrado o território europeu, está a levar os investidores a fugir dos ativos de maior risco e a procurarem maior segurança na hora de investir. O ouro, visto como um ativo de refúgio, ganhou protagonismo desde que os mercados se aperceberam das potenciais perdas que o vírus poderia causar.

Depois de ter valorizado 18% no ano passado, o ouro continua a alargar o seu ciclo vitorioso este ano, com os preços a atingirem valores máximos desde 2013. Por esta altura, cada onça de ouro está avaliada em 1.647,50 dólares.

Os analistas do Goldman Sachs escreveram, numa nota, que o preço do metal precioso tinha margem para continuar a escalar, principalmente se a propagação do coronavírus continuasse durante o segundo trimestre do ano. Nesse cenário o preço do ouro poderia atingir os 1.850 dólares por onça, segundo o banco de investimento.

Também o Morgan Stanley antevê que o fluxo de investimento neste tipo de ativo continue a crescer, devido ao impacto do vírus, principalmente numa altura em que as taxas de juro permanecem negativas.  

A última vez que as apostas em EFTs de ouro atingiram níveis semelhantes foi em dezembro de 2012, mês em que a Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed), na altura liderada por Ben Bernanke, manteve os juros de referência do país perto de zero. Em simultâneo, o banco central norte-americano anunciava um programa de compra de ativos, numa tentativa de impulsionar o crescimento económico e fazer cair a taxa de desemprego.

A partir dessa altura, o dinheiro acumulado neste tipo de ativo contraiu até ao final de 2015 e voltou a ganhar força a partir do ano seguinte, marcado pelo arranque da campanha eleitoral de Donald Trump para liderar a Casa Branca.

Ver comentários
Saber mais ouro ETFs Exchange Traded Fund economia negócios e finanças política minérios e metais macroeconomia
Mais lidas
Outras Notícias