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Divida pública britânica dispara e refugia investidores

As obrigações a nível mundial registaram um dia de fortes valorizações. Em situações de instabilidade política, os investidores normalmente retiram o dinheiro de activos com maior grau de risco como as acções e colocam-no em activos de renda fixa como as

Negócios negocios@negocios.pt 07 de Julho de 2005 às 17:13
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As obrigações a nível mundial registaram um dia de fortes valorizações. Em situações de instabilidade política, os investidores normalmente retiram o dinheiro de activos com maior grau de risco como as acções e colocam-no em activos de renda fixa como as obrigações do tesouro e o ouro.

O risco associado à dívida pública normalmente é idêntico ao risco do sistema financeiro de cada país.

As obrigações britânicas a 10 anos, vulgo «gilt», foram as que mais valorizaram, pressionado a taxa de rendibilidade («yield») para os 4,12%, o nível mais baixo dos últimos dois ano. A «yield» move-se em sentido inverso ao preço das obrigações.

A procura de dívida pública estendeu-se aos restantes mercados europeus e às «treasuries» norte-americanas.

A «yield» das "bunds" alemãs - a referência para o mercado europeu - chegou a resvalar para 3,08%, o nível mais baixo desde 1973, altura em que o Bundesbank começou a compilar as cotações.

Do outro lado do Atlântico, as "treasuries" chegaram a registar a maior subida desde Dezembro, pressionado a taxa para os 3,93%.

Além dos atentados, os analistas já especulam que o Banco de Inglaterra possa vir a baixar a sua taxa de juro de referência, já que a confiança dos investidores e dos consumidores deverá sofrer um forte abanão depois dos atentados de ontem. O Banco de Inglaterra decidiu hoje, em cima do acontecimento, deixar a taxa de referência nos 4,75%.

Além das obrigações, a procura pelo ouro - um outro activo que serve de refúgio em alturas de instabilidade - também disparou ontem.

Os contratos futuros do ouro com entrega em Agosto valorizavam 1,5 dólares para os 426 dólares por onça, segundo dados da unidade Comex, ligada à New York Mercantile Exchange.

Nos ataques terroristas de 11 de Setembro, o ouro disparou mais de 4% depois da reabertura dos mercados. No dia seguinte aos atentados de Madrid de 11 de Março, o metal amarelo caiu 1,6%, mas nas sete sessões seguintes conseguiu amealhar um ganho de 6,2%.

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