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Dois ex-gestores do Bear Stearns acusados de fraude foram ilibados

Ralph Cioffi e Matthew Tannin, dois ex-gestores de fundos do Bear Stearns que tinham sido constituído arguidos por alegada fraude, foram ilibados de todas as acusações por um júri de Nova Iorque.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 11 de Novembro de 2009 às 14:26
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Ralph Cioffi e Matthew Tannin, dois ex-gestores de fundos do Bear Stearns que tinham sido constituído arguidos por alegada fraude, foram ilibados de todas as acusações por um júri de Nova Iorque.

As acusações prendiam-se com fraude envolvendo títulos e conspiração, que teriam levado ao colapso de dois fundos de cobertura de risco (“hedge funds”).

A acusação argumentou que os dois gestores mentiram aos clientes para protegerem os seus bónus quando os fundos que geriam estavam a perder dinheiro. Os referidos “hedge funds” apostavam no mercado bastante arriscado do “subprime” (empréstimos com elevado risco creditício) nos Estados Unidos, antes de terem colapsado em Junho de 2007, refere a “BBC News”.

O desmoronamento dos fundos custou aos investidores cerca de 1,6 mil milhões de dólares, salienta a mesma fonte.

O encerramento dos referidos “hedge funds” foi um dos primeiros sinais de problemas no mercado do “subprime”, o que levou a uma grande perda de confiança nos mercados financeiros, salienta a “BBC News”.

Recorde-se que o Bear Stearns se tornou, em Março de 2008, numa das instituições de mais elevado perfil a ser vítima da crise do crédito, depois de o JP Morgan ter concordado em comprá-lo, com o apoio da Reserva Federal de Nova Iorque.

Segundo observadores citados pela “BBC News”, a complexidade do caso significava que iria ser muito difícil obter uma condenação dos dois ex-gestores. “Não é uma total surpresa. Trata-se de uma forte mensagem para a acusação: a de que precisam de provar aquilo que sustentam. O simples facto de perder dinheiro e fazer perder dinheiro não é um crime”, comentou Jim Angel, professor de Finanças da Universidade de Georgetown.

A especulação em torno de falta de liquidez do Bear Stearns levou clientes e credores a retirarem dinheiro do banco em inícios de Março do ano passado, fazendo com que as acções caíssem 57% entre 7 e 14 de Março. Dois dias mais tarde, recebeu uma proposta de compra por parte da JPMorgan Chase, avaliada em 2 dólares por acção – o que correspondeu a menos de um décimo do valor que o Bear tinha uma semana antes.

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