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Dow e S&P 500 com maior queda desde segunda-feira negra de 1987

As bolsas norte-americanas voltaram a registar fortes quedas, à semelhança do resto do mundo. O anúncio de que a Fed de Nova Iorque vai comprar obrigações para estimular a economia ainda travou as perdas em Wall Street, mas apenas momentaneamente.

Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 12 de Março de 2020 às 20:09
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O Dow Jones encerrou a cair 9,99% para 21.200,81 pontos. O índice perdeu 2.352,41 pontos, a maior queda em pontos da sua história.

 

Já o Standard & Poor’s 500 recuou 9,51% para 2.480,64 pontos e está já em "bear market", depois de ontem o Dow ter sido o primeiro índice a ser visitado pelos ursos.

Tanto o Dow como o S&P 500 registaram, assim, as maiores quedas diárias desde a segunda-feira negra do crash de 19 de outubro de 1987.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite cedeu 9,43% para 7.201,80 pontos. A 14 de abril de 2000, este índice mergulhou 9,67%, quando os investidores se viram forçados a vender ações antes do 'tax day'. Isto em plena bolha tecnológica (as chamadas dot.com), cujo clímax foi em março de 2000. 

 

A Reserva Federal de Nova Iorque anunciou esta quinta-feira um pacote de estímulos – que passará pela compra de dívida – destinado a "aliviar temporariamente as inusitadas disrupções nos mercados obrigacionistas", que ascenderá a 1,5 biliões de dólares (1,3 biliões de euros).

 

O anúncio travou as perdas, mas apenas momentaneamente, tendo os índices voltado pouco depois a agravar o movimento de descida.

 

O facto de ainda haver grandes incertezas em torno do grau de esforço orçamental dos governos para conter o impacto económico do novo coronavírus, os investidores continuam a preferir apostar em ativos considerados mais seguros, como dívida soberana.

 

Esperava-se que o presidente norte-americano Donald Trump falasse em medidas de estímulo adicionais para conter os efeitos do coronavírus na economia, mas não houve nenhuma ação concreta anunciada nesse sentido (há propostas de reforço de verbas para combater o covid-19, mas ainda têm de passar pelo Congresso).

 

Donald Trump acabou por anunciar anunciou na noite passada a suspensão da entrada de europeus no país e sobre o plano de estímulos pouco se sabe, o que contribuiu para intensificar a ansiedade nos mercados.

Segundo a CNN Business, crescem as apostas em Wall Street na possibilidade de a Reserva Federal norte-americana proceder em breve a um novo corte de juros para tentar conter o pânico nos mercados.

A CNN já está a estudar a possível duração deste novo "bear market" em Wall Street, mas é difícil fazer uma estimativa. Em média, os mercados urso têm durado 21 meses nos Estados Unidos, tendo o mais curto ocorrido em 1990 (16 de julho a 11 de outubro) e o mais longo começado a 6 de março de 1937 e terminado a 29 de abril de 1942.





(notícia atualizada às 20:44)



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