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Dow Jones regista a maior queda semanal do ano

As bolsas dos EUA fecharam mais uma sessão em queda. As perdas da semana foram superiores a 1%, com o Dow Jones a perder mesmo mais de 2% e a registar a pior semana do ano. Os receios de que a Fed possa retirar estímulos à economia sem que esta esteja numa trajectória de recuperação real está a deixar os investidores apreensivos.

Bloomberg
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 16 de Agosto de 2013 às 21:41
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O Dow Jones perdeu 0,2% para 15.081,47 pontos, elevando para 2,2% a perda na semana. Já o Nasdaq cedeu 0,09% para 3.602,78 pontos, recuando 1,57% na semana. E o S&P500 perdeu 0,33% para 1.655,83 pontos, depreciando 2,1% nos últimos cinco dias.

 

A penalizar as bolsas dos EUA tem estado sobretudo a especulação em torno da Reserva Federal (Fed) e da política de estímulos. 65% dos economistas consultados pela Bloomberg acredita que o presidente da autoridade, Ben Bernanke, vai anunciar um corte no montante de compra de activos, que actualmente se encontra nos 85 mil milhões dólares por mês. A próxima reunião da Fed vai decorrer entre 17 e 18 de Setembro.

 

Esta perspectiva tem ganho mais alento com a divulgação de dados económicos. O produto interno bruto (PIB) dos EUA cresceu mais do que o previsto no segundo trimestre do ano, ao mesmo tempo que a Zona Euro saiu de recessão ténica. Os dados do desemprego têm melhorado. Tudo indicadores que apontam para uma melhoria da economia.

 

Ainda esta sexta-feira foi divulgado que a produtividade dos trabalhadores americanos aumentou mais do que o previsto, no segundo trimestre. O índice que mede a produtividade dos trabalhadores aumentou 0,9%, no trimestre em análise, depois de ter registado uma queda de 1,7% nos três meses anteriores, segundo o Departamento do Trabalho. Os economistas consultados pela Bloomberg estimavam um aumento de 0,9%.

 

A construção de casas novas aumentou 5,9% para um ritmo anualizado de 896 mil, em Julho, depois de no mês anterior ter atingido os 846 mil, um número que foi revisto em alta pelo Departamento do Comércio. Apesar deste crescimento o número ficou aquém das estimativas dos economistas consultados pela Bloomberg, que apontavam para um valor médio de 900 mil.

 

Estes dados, divulgados antes do início da sessão penalizaram os índices, devido a serem dois novos indicadores que apontam para a recuperação da economia.

 

Cerca de meia hora depois de ter começado a negociação, foi divulgado que a confiança dos consumidores caiu, inesperadamente, em Agosto, o que ainda travou a queda das bolsas. E foi precisamente porque o dado foi negativo, já que os investidores se dividiram na análise do impacto que indicadores negativos podem ter na decisão da Fed sobre o programa de compra de dívida.

Assim, o índice de confiançadas famílias, realizado pela Thomson Reuters e Universidade de Michigan, caiu de 85,1 pontos, em Julho para 80 pontos, em Agosto, quando os economistas consultados pela Bloomberg anteviam um ligeiro aumento para os 85,2 pontos.

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