Obrigações Draghi: Itália deve "acalmar" e parar de questionar o euro

Draghi: Itália deve "acalmar" e parar de questionar o euro

As últimas semanas têm sido marcadas pela tensão em Itália numa altura em que se aproxima a data limite para que apresente a sua proposta de orçamento para 2019.
Draghi: Itália deve "acalmar" e parar de questionar o euro
Reuters
Negócios 13 de outubro de 2018 às 18:40
Os responsáveis políticos italianos devem parar de questionar o euro e precisam de se "acalmar" no que diz respeito ao debate em torno do orçamento, uma vez que já penalizaram empresas e famílias, sublinhou Mario Draghi. O presidente do Banco Central Europeu (BCE) falou este sábado na Indonésia no encontro anual do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Esta quinta-feira, as duas câmaras do Parlamento italiano (Câmara dos Deputados e Senado) votaram a favor da actualização ao Documento de Economia e Finanças que eleva a meta relativa à relação entre défice e PIB (em 2019) e que prevê, já para 2019, a implementação das principais promessas eleitorais do Movimento 5 Estrelas e a Liga. 


Mas a lei do Orçamento do Estado terá ainda de ser aprovada no Conselho de Ministros agendado para a próxima segunda-feira 15 de Outubro, o dia em que as autoridades transalpinas deverão fazer chegar a Bruxelas a respectiva proposta orçamental. 

 


O governo italiano tem estado em confronto com os responsáveis italianos devido às suas intenções de triplicar o défice no próximo ano.

"Uma expansão orçamental num país com uma dívida elevada torna-se muito mais complicada...se as pessoas começam a colocar em questão o euro", afirmou Draghi, citado pela agência Reuters. O presidente do BCE acrescentou que as declarações dos responsáveis italianos "têm criado danos reais e há evidências de que os 'spreads' aumentaram devido a estas declarações". "O resultado disso é que as famílias e empresas pagam juros mais elevados nos empréstimos", frisou.

"A primeira coisa (a fazer) é acalmar o tom. E depois a segunda é que temos que esperar pelos factos", frisou Draghi.



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