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Dúvidas europeias não devem impedir criação da maior operadora de bolsa do mundo

"Se não for em Dezembro, espero que a fusão seja concretizada em Janeiro", disse à agência Lusa, Luís Laginha, presidente da NYSE Euronext Lisboa.

Lusa 08 de Dezembro de 2011 às 10:18
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O presidente da bolsa de Lisboa considera que a fusão entre a NYSE Euronext e a Deutsche Börse deverá acontecer até Janeiro e que serão ultrapassadas as reticências da Comissão Europeia à criação da maior operadora de bolsas do mundo.

"Se não for em Dezembro, espero que a fusão seja concretizada em Janeiro", disse à agência Lusa, Luís Laginha, presidente da NYSE Euronext Lisboa.

A operação de fusão entre a NYSE Euronext e a Deutsche Börse está neste momento a ser analisada pela Comissão Europeia (CE), que terá de pronunciar-se ainda em Dezembro.

O órgão executivo da União Europeia tem levantado dúvidas sobre o mercado de derivados e a câmara de compensação (entidade de assegura o cumprimento dos contratos nos mercados organizados de futuros e opções), o que está a levar os dois grupos a equacionar várias soluções, como a venda de unidades de produtos derivados ou permitir o acesso de concorrentes à câmara de compensação, afirmou Luís Laginha.

"A análise que a Comissão Europeia está a fazer é normal num processo desta dimensão. O que não se pode é criar uma situação em que as alterações sejam tantas que não tragam benefícios para a fusão", afirmou.

Para Luís Laginha, a criação da maior operadora de bolsas do mundo traria ganhos resultantes da utilização de plataformas de transacções comuns, com o aumento imediato da liquidez existente e seria também um processo facilitador do acesso ao mercado quer por empresas e investidores como por analistas.

O presidente da NYSE Euronext Lisboa destacou ainda o reforço da regulamentação que poderá ser conseguido com esta fusão.

"Na medida em que esta operação torna mais interessante os mercados regulados, organizados, é uma forma de assegurarmos por essa via que a regulação pode ser mais eficazmente levada a cabo", afirmou o responsável da praça de Lisboa.

Quanto às empresas portuguesas, Laginha afirmou que estas poderão beneficiar desta fusão, já que o acesso a plataformas mais alargadas poderá ser um "elemento facilitador" do acesso ao financiamento, mas isso dependerá sobretudo da pró-actividade dos próprios empresários.
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