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Durão Barroso apela ao fim de «retóricas nacionalistas»

José Manuel Durão Barroso, o presidente da Comissão Europeia, recomendou ao políticos terminarem com a «retórica nacionalista» e prometeu defender as leis contra o proteccionismo, na sequência da disputa entre a França e a Itália sobre as fusões e aquisiç

Paulo Moutinho 01 de Março de 2006 às 14:22
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José Manuel Durão Barroso, o presidente da Comissão Europeia, recomendou ao políticos terminarem com a «retórica nacionalista» e prometeu defender as leis contra o proteccionismo, na sequência da disputa entre a França e a Itália sobre as fusões e aquisições no mercado energético.

A Itália acusa a França de promover uma fusão-surpresa para evitar que a eléctrica italiana Enel avance com uma oferta hostil em bolsa sobre o grupo Suez, que através da Electrabel domina o mercado eléctrico do Benelux (Bélgica, Holanda e Luxemburgo).

Os responsáveis italianos acusam a França de usar recursos públicos – os 80% que detêm da Gaz de France – para bloquear uma operação de mercado. E lembram que a Itália foi processada pela Comissão Europeia por ter impedido a eléctrica francesa pública EDF de comprar a Edison, segundo maior operador eléctrico italiano.

Face a este diferendo entre os dois países, Durão Barroso apelou «ao sentido de responsabilidade política na Europa, por parte dos nossos estados membros, para evitar retóricas nacionalistas», acrescentando que «tem sido a união que nos tem dado a força, não a divisão».

Dominique Villepin, primeiro ministro francês, negou hoje que a fusão Suez-Gaz de France seja um «proteccionismo económico», em declarações aos jornalistas após a reunião com o presidente da Comissão, acrescentando que «o que nós queremos é dar às nossas companhias os meios para lutar de igual para igual».

Segundo Durão Barroso, a Comissão Europeia terá agora que analisar todos os casos enviados à agência, sempre sob a estrita interpretação das leis da União Europeia. A fusão Suez-Gaz de France poderá constituir um teste decisivo para a política da Comissão Europeia (CE), não só em energia, mas também em operações transfronteiriças e regras para a criação de um mercado comum.

Os comentários do presidente da Comissão Europeia surgem dois dias após a visita do ministro italiano Giulio Tremonti. Já esta manhã, Tremonti, após uma reunião com o Comissário da Concorrência Neelie Kroes, afirmou que «agora é a comissão que terá de decidir», acrescentando que «temos de terminar com esta escalada de medidas proteccionistas».

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