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Economia chinesa deverá crescer menos de 10% este ano

Bancos revêem em baixa perspectivas de crescimento da economia chinesa, devido às recentes medidas do governo chinês de aperto monetário, ou seja, de subida das taxas de juro para travar a escalada da inflação. Estas medidas estão, no entanto, a comprometer o crescimento económico do país.

Andreia Major amajor@negocios.pt 24 de Maio de 2011 às 13:59
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O banco de investimento Goldman Sachs juntou-se ao grupo dos bancos que estão a rever em baixa as perspectivas de crescimento da economia chinesa, após o primeiro-ministro Wen Jiabao ter tomado medidas para combater a subida da inflação, de acordo com a Bloomberg.

Segundo os analistas do Goldman Sachs, o produto interno bruto da China irá crescer 9,4% em 2011, menos que o anteriormente previsto de 10%. Também o Credit Suisse, o JPMorgan Chase, o ING Groep e a Daiwa Securities cortaram as suas previsões este mês.

As revisões de crescimento da economia por parte das instituições, evidenciam a crescente preocupação entre os investidores relativamente ao impacto das medidas adoptadas por Wen para conter o recurso ao crédito, nos lucros das empresas.

“Observamos uma pequena hipótese para adicionais aumentos das taxas de juro”, revelaram os analistas do Goldman Sachs. “Mesmo que o Conselho de Estado decida continuar o aperto monetário, como novas subidas da taxa de juro, existe uma forte oposição a essas medidas, uma vez que estas tiveram um impacto universal sobre todos os sectores.”

Os economistas do banco de investimento norte-americano declararam que esperam mais uma subida de 25 pontos base na taxa de juro de referência nos próximos dois meses, aumentando o custo do dinheiro e as taxas de poupança.

Teoria contrária tem Joseph Yam, ex-líder da Autoridade Monetária de Hong Kong. Este defende que a China irá continuar a subir as taxas de juro para controlar a inflação e que não se pode excluir a possibilidade das taxas de depósitos serem maiores que os ganhos nos preços no consumidor no final do ano.

Os economistas do Goldman Sachs reviram em alta, hoje, as suas previsões para o crescimento anual da inflação chinesa, de 4,3% para 4,7%.

Relativamente ao crescimento da economia de mais rápido incremento a nível mundial, o ING cortou a sua estimativa para 9,8%, de 10,2%. O banco também referiu que espera um aumento de 25 pontos base nas taxas de juro no final do mês.

Também o Credit Suisse ajustou as suas perspectivas de expansão de 9,1% para 8,8%.

Um pesquisador do governo chinês, Ba Shusong, revelou-se “preocupado com estas políticas de sobre-ajustamento”, dado que “a economia chinesa enfrenta um grande risco de recessão” se as medidas de aperto monetário do banco central da China se prolongarem por muito tempo.

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