Bolsa EDP e CTT atiram bolsa nacional para maior queda desde Julho

EDP e CTT atiram bolsa nacional para maior queda desde Julho

A bolsa nacional fechou em baixa, penalizada sobretudo pela EDP e pelos CTT. No resto da Europa, só o índice espanhol Ibex 35 é que também caiu mais de 1%.
EDP e CTT atiram bolsa nacional para maior queda desde Julho
Pedro Catarino/CM
Carla Pedro 03 de novembro de 2017 às 16:48

O PSI-20 encerrou a sessão desta sexta-feira a recuar 1,44%, naquela que foi a descida mais expressiva desde Julho, para 5.368,64 pontos, com 14 cotadas em baixa e quatro em alta.

 

No resto da Europa, a tendência foi mista. A cair também mais de 1% esteve o índice madrileno Ibex 35, numa altura em que tem sido bastante castigado devido ao clima de incerteza em torno do movimento independentista na Catalunha. Nas restantes praças, as subidas e descidas foram pouco expressivas.

 

O sector automóvel foi o que mais brilhou no Velho Continente, impulsionado pela subida de 4% da Renault depois de França ter reduzido a sua posição na companhia. Já a descida do Société Générale, decorrente da queda de 19% das receitas da sua divisão accionista, penalizou o sector da banca europeu.

 

Por cá, o índice de referência nacional esteve a ser pressionado sobretudo pelos CTT, à semelhança dos últimos dias. A empresa dos Correios reportou, na terça-feira, resultados abaixo do esperado, além de anunciar um corte de 10 cêntimos no dividendo, para 38 cêntimos.

 

Desde então, tem marcado sucessivos mínimos históricos, muito à conta das recomendações negativas por parte dos analistas. Além disso, na conference call da empresa com analistas, realizada ontem, os CTT admitiram a possibilidade de passar a terceiros a gestão de estações dos correios.

 

As acções da empresa liderada por Francisco Lacerda fecharam a afundar 5,84% para 3,561 euros, depois de terem chegado a recuar para 3,55 euros durante a sessão – naquele que foi um novo mínimo de sempre.

 

Também a EDP penalizou a praça lisboeta, ao cair 4,58% para 2,956 euros – mínimos de Julho passado. A eléctrica nacional liderada por António Mexia reviu hoje em baixa as estimativas de lucros para o conjunto do ano. Apesar disso, o dividendo mantém-se em 0,19 euros.

 

Ontem, recorde-se, a EDP reportou – após o fecho da bolsa – um aumento de 86% dos seus lucros nos primeiros nove meses do ano, mas os resultados globais foram considerados "fracos" pelos analistas do BPI, além de não terem animado grandemente o Haitong nem o CaixaBI. 

 

Ainda no sector energético, a EDP Renováveis perdeu 3,62% para 6,90 euros e a petrolífera Galp registou um decréscimo de 15% para 15,90 euros. Já a REN, que divulga as contas de Janeiro a Setembro após o encerramento da bolsa, caiu 1,10% para 2,692 euros.

Destaque ainda para o BCP, que resvalou 0,43% para se estabelecer em 0,2545 euros.

 

A Navigator, que chegou hoje a atingir máximos de 2015, acabou por fechar no vermelho, a ceder 0,18% para 4,51 euros.

 

A travar maiores quedas estiveram essencialmente a Jerónimo Martins, Corticeira Amorim e Altri. A retalhista dona do Pingo Doce avançou 1,42% para 16,075 euros depois de ter admitido um dividendo extraordinário e a empresa de cortiça valorizou 0,43% para se fixar nos 11,785 euros.

 

Já a empresa de pasta e papel Altri, que apresenta os resultados dos primeiros nove meses do ano após o fecho da bolsa, encerrou a subir 0,58% para 5,68. Durante a sessão, chegou mesmo a marcar um máximo histórico nos 5,72 euros.

 

Os investidores aguardam também pelos resultados da Cofina – dona de títulos como o Negócios, Correio da Manhã, Recorde e Sábado, além do canal televisivo CMTV – ainda hoje.