Bolsa EDP puxa pelo PSI-20. BCP recua 15% em sete sessões

EDP puxa pelo PSI-20. BCP recua 15% em sete sessões

Uma subida acima de 1% da EDP e da EDP Renováveis permitiu ao PSI-20 colocar um ponto final na série negativa.
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Nuno Carregueiro 01 de agosto de 2019 às 16:47

A bolsa nacional fechou em alta ligeira pela primeira vez em sete sessões, com o bom desempenho das ações da EDP e EDP Renováveis a anular a evolução negativa do Banco Comercial Português e do setor da pasta e papel.

Após uma série de seis sessões sempre em queda, o PSI-20 subiu 0,05% para 5.013,62 pontos, sendo que ao longo da sessão tocou em mínimos de 4 de junho. Oito ações subiram, nove desceram e uma ficou sem variação.

Nas bolsas europeias o dia foi de tendência mista e fracas variações, com o efeito positivo dos resultados animadores apresentados por diversas cotadas a ser anulado pela deceção com a Reserva Federal, que baixou os juros mas avisou que não se trata do início de um ciclo de alívio na política monetária.

A EDP Renováveis valorizou 1,08% para 9,38 euros, tendo atingido um novo máximo histórico. A EDP valorizou 1,02% para 3,355 euros, numa altura em são vários os interessados nos ativos que a companhia liderada por António Mexia está a vender. Segundo a Dow Jones, a Iberdrola e a Endesa já entregaram ofertas não vinculativas para comprar as barragens da companhia portuguesa, numa operação que pode ascender a 2 mil milhões de euros.

A Jerónimo Martins também contribuiu para a recuperação do PSI-20, com uma valorização de 0,96% para 14,745 euros. 

O BCP voltou a ser dos títulos que pressionou o PSI-20, sendo que, tal como o setor financeiro, tem sido pressionado pelos receios com o impacto da política monetária do Banco Central Europeu nas margens. No caso do banco português, esta preocupação acentuou-se depois da apresentação dos resultados do primeiro semestre, que agradaram aos analistas no que diz respeito à evolução da qualidade dos ativos, mas fizeram soar os alarmes quanto às perspetivas para a margem financeira.
 

As ações do BCP fecharam a cair 0,35% para 23,04 cêntimos, tendo tocado em mínimos de 29 de março. Nestas sete sessões no vermelho o BCP afundou 15%.

O setor da pasta e papel também tem registado um desempenho negativo nas últimas sessões e hoje voltou a pressionar o PSI-20. A Navigator caiu 1,38% para 3,006 euros, tendo tocado em mínimos de dezembro de 2016. A Altri afundou 4,45% para 5,685 euros, depois de ter anunciado que finalizou o primeiro semestre com uma descida homóloga dos lucros de 8,1% para 73,8 milhões de euros.

A Ramada também caiu 4,64% para 6,16 euros depois de ter apresentado resultados. Já a Corticeira Amorim desvalorizou 1,03% para 9,63 euros depois de esta manhã ter anunciado que os lucros desceram 2,1% no primeiro semestre para 40,4 milhões de euros. 

Numa sessão em que o petróleo está a recuar mais de 2%, a Galp Energia também puxou o PSI-20 para baixo. As acções de petrolífera desceram 0,5% para 14,015 euros apesar de o Barclays ter melhorado o preço-alvo das acções de 16,5 para 17,5 euros.




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