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EDP Renováveis dá com uma mão, Galp tira com a outra: PSI-20 fecha na linha de água

A subida de 2,4% da EDP Renováveis está a dar algum apoio ao índice nacional, mas a queda de igual percentagem da Galp está a tirar-lhe força, levando o PSI-20 a amarar na linha de água.

As bolsas mundiais viveram um período dourado de ganhos. Mas a chegada de 2018 inverteu a tendência de ganhos nos mercados financeiros globais. Após anos de máximos e com um nível de volatilidade crescente nos mercados, os especialistas recomendam maior cautela na hora de investir. A aposta recai em empresas de qualidade. 

'O foco continua a estar no crescimento do lucro por acção e nos nomes que podem entregar este crescimento a médio prazo', refere a Amundi. A gestora alerta para uma rotação no mercado para empresas de maior qualidade e realça que prefere empresas norte-americanas, devido ao ambiente de forte subida dos lucros e 'ao facto de os riscos relacionados com a regulação terem sido identificados e descontados [no valor das cotações]. A Pictet também aponta uma estratégia mais defensiva, identificando oportunidades no sector do consumo e da saúde, ao mesmo tempo que passou a assumir uma posição 'neutral' no sector financeiro, face aos riscos actuais.

'No bloco europeu, os sectores de telecoms e 'utilities' continuam a apresentar múltiplos de PER com o maior desconto face à mediana, sendo penalizados pela superior
alavancagem dos seus balanços', nota o BiG, no seu 'outlook' para o terceiro trimestre. O sector industrial, de cuidados de saúde e consumo são outros em que o banco vê oportunidades na Europa.
Reuters
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 06 de Setembro de 2019 às 16:59
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A última sessão da semana não teve uma tendência definida para a bolsa portuguesa. O índice PSI-20 fechou a cair 0,04% nos 4.968,51 pontos, num dia idêntico para os principais mercados europeus.

A pressionar o sentimento geral das bolsas esteve a divulgação de dados dececionantes da economia alemã. A maior economia da Zona Euro divulgou que a sua produção industrial contraiu mais do que o esperado pelos analistas. Os economistas esperavam uma subida em cadeia (de julho para agosto) de 0,6%, mas o indicador registou uma queda de 0,4%. Na comparação homóloga, a queda foi superior a 4%.

No entanto, a dar alguma força estiveram os dados do emprego nos EUA. As contratações em agosto, no país, ficaram abaixo do esperado, mas o relatório divulgado pelo Departamento norte-americano do Trabalho aponta para um mercado laboral sólido – que está demasiado forte para travar uma flexibilização adicional por parte do banco central.

Na praça portuguesa, o destaque de hoje vai para a EDP Renováveis, que valorizou 2,4% para os 10,26 euros por ação. Em contramão, a petrolífera Galp perdeu 2,11% para os 13 euros por ação, uma vez que descontou o dividendo de 31 cêntimos que vai ser pago aos acionistas. Se não fosse esse ajuste técnico, as ações da Galp teriam subido 0,6%.

O Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, desvalorizou 0,61% para os 60,58 dólares por barril. 

A precipitar a desvalorização do "ouro negro" está a decisão do banco central chinês de reduzir os requisitos de capital dos bancos em 0,5 pontos percentuais para o nível mais baixo desde 2007, o que pode fazer com que a procura chinesa por petróleo diminua. Também um relatório do UBS mostrou que a frágil saúde da economia mundial em 2002 iria ter graves impactos na procura.

Do lado da oferta, a sobreprodução do Irão pode ofuscar o esforço de equilibrar a balança entre oferta e procura feito pela OPEP + (Organização de Países Exportadores de Petróleo e outros grandes produtores de fora do cartel, com destaque para a Rússia) que tem vindo a cortar na oferta de petróleo. 

Ainda no PSI-20, o BCP subiu 0,61% para os 0,19 euros por ação e a EDP caiu 0,06% para os 3,545 euros. A Jerónimo Martins perdeu 0,25% para os 15,86 euros. 

PSI-20 teve semana positiva 
 

 

Esta foi uma semana positiva para o PSI-20, que valorizou 1,63%, impulsionado pelos CTT e pelo setor do retalho.

Os CTT escalaram quase 7%, à boleia da compra de ações próprias por parte dos dirigentes da empresa que já investiram mais de quatro milhões de euros na compra de títulos. Ontem, o operador postal teve a maior subida diária desde 2017 e tem vindo a recuperar paulatinamente depois de ter renovado um mínimo histórico a 15 de agosto.

No retalho, quer a Jerónimo Martins, quer a Sonae brilharam. A dona do Pingo Doce subiu mais de 5% e reagiu esta semana à melhoria, por parte do Goldman Sachs, da sua recomendação e preço-alvo e também ao facto de a inflação sobre os produtos alimentares na Polónia, onde a empresa é líder no setor, continuar a subir.

À boleia da sua concorrente, a Sonae, dona do Continente, aproveitou para valorizar quase 4%. 

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