Bolsa EDP sobe mais de 10% em sete sessões. Fusões na Alemanha impulsionam

EDP sobe mais de 10% em sete sessões. Fusões na Alemanha impulsionam

As acções da EDP fecharam em alta pela sétima sessão consecutiva e atingiram máximos desde o início do ano, à boleia das operações de concentração na Alemanha, que estão a animar todo o sector.
EDP sobe mais de 10% em sete sessões. Fusões na Alemanha impulsionam
Miguel Baltazar/Negócios
Nuno Carregueiro 12 de março de 2018 às 16:49

As acções da EDP voltaram a destacar-se na bolsa portuguesa na sessão desta segunda-feira, fechando o dia com um ganho de 3,05% para 3,01 euros.

 

Os títulos chegaram a subir 3,08% para 3,011 euros, transaccionando acima dos 3 euros pela primeira vez desde 8 de Janeiro.

 

Esta foi já a sétima sessão consecutiva de ganhos, sendo que neste período os títulos valorizaram mais de 10%. A capitalização bolsista está de novo próxima dos 11 mil milhões de euros e a eléctrica regista o melhor ciclo de ganhos desde o início de Agosto.

 

Este desempenho surge com algumas sessões de subidas acentuadas e teve início depois de a empresa liderada por António Mexia ter anunciado os resultados de 2017, que agradaram aos analistas e investidores.

 

Esta subida das acções acontece depois de a EDP ter registado uma prestação negativa nos últimos meses. Em 2017 os títulos pouco variaram num ano que foi de ganhos de dois dígitos no índice PSI-20 e o arranque de 2018 também foi de valorizações inferiores às restantes cotadas na bolsa portuguesa. Com este ciclo positivo a EDP já acumula uma valorização de 4% em 2018.    

 

Fusões na Alemanha

 

A EDP está nas notícias em Portugal devido à factura fiscal, mas são as novidades no sector na Alemanha que estão segunda-feira a contagiar as acções da eléctrica portuguesa.

 

Isto porque as maiores empresas do sector energético alemão vão realizar uma operação de troca de activos e fusões. A EON vai comprar a Innogy, empresa de energia renovável participada pela RWE, num negócio avaliado em 22 mil milhões de euros.

 

No acordo - avaliado globalmente em 43 mil milhões de euros - a EON vai ficar com as unidades de retalho e de transporte de energia das duas empresas, enquanto a RWE vai ficar com o negócio de renováveis assim como parte da EON, empresa que chegou a estar na corrida à compra dos 21% da EDP que foram privatizados em 2011.

Deste negócio vai assim nascer uma grande comercializadora e transportadora de energia, e uma empresa somente de produção de electricidade com um portefólio importante de energias renováveis.

Com os activos da Innogy, a EON vai ficar com capacidade de competir face às suas rivais europeias como a Enel, Iberdrola e Engie, empresas que tinham a intenção de avançar para a compra da Innogy.

As acções da Innogy chegaram a disparar 16% em Frankfurt, atingindo 40 euros. A EON ganhou 5,6% e a RWE disparou 9,22%, registando a maior subida desde Dezembro de 2015. As três cotadas registaram a subida mais acentuada entre as cotadas do Stoxx600. A subida da EDP foi a oitava mais acentuada entre as 600 cotadas deste que é o índice de referência na Europa.




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mais votado Anónimo 12.03.2018

Vocês sabem quantos por cento é que a Micron Technology, uma empresa que cria valor sem proteccionismo nem subsídios, e assim compete no mundo inteiro, subiu em apenas 6 sessões? Mais de 20%. Só na sessão de hoje já vai nos 10% e desde a correcção de 9 de Fevereiro já subiu 50%.

comentários mais recentes
Anónimo 12.03.2018

Fusões no sector? O sector em Portugal só tem um player, o monopolista, e é chinês. Será que os chineses querem vender este monopólio com 10 milhões de vítimas pagantes?

Anónimo 12.03.2018

"Micron reports ‘exceptional’ sales, profits but will cut hundreds of Boise jobs" www.idahostatesman.com/news/business/article175531826.html

Anónimo 12.03.2018

"Micron Technology is laying off 2,400 employees — a 7.5 percent staff cut" https://www.channele2e.com/business/talent/micron-layoffs-2400-job-cuts-7-5-percent-of-staff/

Anónimo 12.03.2018

O excedentarismo acarreta custos enormes para a economia, os consumidores, os inovadores, os contribuintes, os accionistas, os investidores... Em jurisdições e culturas de gestão onde o despedimento de excedentários é tema tabu, a dependência, o atraso, a injustiça e o empobrecimento proliferam. Assim foi, e ainda é maioritariamente, Portugal. "...the decision is in Duke Energy's effort to stay lean and efficient for its customers." www.wfmynews2.com/news/duke-energy-to-cut-900-jobs-to-lower-costs-for-customers/69744244

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