Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

EDP dispara mais de 1,5% e inverte tendência do PSI-20

A forte valorização dos títulos da Energias de Portugal levava a bolsa nacional a inverter a tendência de queda verificada no início da negociação. O PSI-20 seguia a valorizar 0,19%, numa sessão em que a PT impedia maiores ganhos.

Paulo Moutinho 28 de Junho de 2006 às 11:42
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

A forte valorização dos títulos da Energias de Portugal levava a bolsa nacional a inverter a tendência de queda verificada no início da negociação. O PSI-20 seguia a valorizar 0,19%, numa sessão em que a PT impedia maiores ganhos.

O principal índice nacional [psi20] avançava para os 9.442,25 pontos, numa sessão em que cinco cotadas apreciavam, sete recuavam e oito títulos seguiam sem variação.

As principais praças europeias seguiam mistas com os investidores a recearem que a subida dos juros nos Estados Unidos e na Zona Euro venham a provocar uma diminuição nos lucros das empresas.

Na Euronext Lisbon, a Energias de Portugal [edp] era o título que mais se destacava. As acções da eléctrica seguiam a ganhar 1,66% para os 3,06 euros, negociando no valor mais elevado desde 10 de Maio, tendo chegado a subir mais de 2% durante a sessão de hoje.

Para além de continuar a beneficiar do reinício da cobertura por parte da casa de investimento Lehman Brothers, com uma recomendação de «equal-weight» e um preço-alvo de 3,10 euros, o mercado está também a ter em conta o facto de António Mexia, o presidente da Energias de Portugal, ter afirmado ontem que a eléctrica quer vender a ONI por valores superiores aos que têm «sido veiculado pelos jornais», que oscilam entre os 80 e os 120 milhões de euros.

Em reacção às declarações de António Mexia, os analistas do BPI afirmaram hoje que «qualquer preço [de venda] acima deste intervalo, vai levar-nos a rever o ‘preço-alvo’ para a empresa», que actualmente é de 3,20 euros.

Também a contribuir para a subida do índice estão os títulos da Sonae SGPS [son], que valorizavam 0,88% para os 1,15 euros, e da Sonaecom [snc], que apreciavam 0,47% para os 4,29 euros.

O alvo da OPA da empresa liderada por Paulo Azevedo, a Portugal Telecom [ptc] cedia 0,53% para os 9,38 euros, um valor inferior aos 9,50 euros oferecidos pela Sonaecom.

Segundo o «Jornal de Negócios» a operadora de telecomunicações avaliou as acções 30% acima da OPA em 2001. A oferta pública de aquisição (OPA) da Sonaecom não visa comprar apenas acções da Portugal Telecom, mas também obrigações que podem ser convertíveis em acções. Estes títulos dão, em Dezembro de 2006, o direito a comprar acções da PT a 12,40 euros, um valor 30% acima da cotação actual.

Os títulos da banca seguiam estáveis, com o BCP [bcp] a cotar nos 2,21 euros e o BPI [bpinn] a valer 5,84 euros, enquanto que o BES [besnn] perdia 0,29% para os 10,45 euros.

Também a recuar estava a Mota-Engil [egl] que caía 1,9% para os 4,14 euros e a Cimpor [cimp], que descia 0,38% para os 5,20 euros.

A Modelo Continente [mcon], que adquiriu uma unidade de preparo de peixe à Scaneva, valorizava 6,92% para os 1,70 euros, com apenas 500 títulos transaccionados.

O Banif [banif] somava mais 2,53% para os 26,35 euros, depois de ter atingido o valor mais elevado de sempre ao tocar nos 26,50 euros. A emissão de acções para o aumento de capital do Banif, onde o banco conseguiu um encaixe de 70 milhões de euros, foi totalmente subscrita, revelou o banco a 26 de Junho em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Outras Notícias