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EDP pressiona bolsa no dia em que inicia negociação de direitos

A bolsa nacional seguia mista com a valorização da Brisa e da Impresa a compensar a a queda nas acções da Energias de Portugal, no dia em começaram a ser negociados os direitos de subscrição do aumento de capital da eléctrica. O PSI-20 caia 0,12%, com os

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 12 de Novembro de 2004 às 10:57
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A bolsa nacional seguia mista com a valorização da Brisa e da Impresa a compensar a a queda nas acções da Energias de Portugal, no dia em começaram a ser negociados os direitos de subscrição do aumento de capital da eléctrica. O PSI-20 caia 0,12%, com os títulos da empresa de Pinto Balsemão a valorizarem 5,58%.

O principal índice [psi20] da bolsa nacional cotava nos 7.592,04 pontos com oito acções a subir, sete em queda e cinco inalteradas. Na Europa as bolsas também seguiam mistas, com a descida das energéticas a pressionar os índices.

A EDP [edp] perdia 0,435 para os 2,34 euros no dia em que os seus direitos, referentes ao aumento de capital, começaram a ser negociados, tendo já sido transaccionados até ao momento cerca de 10 milhões de direitos [edpds]. Arrancou hoje a subscrição do maior aumento de capital alguma fez realizado em Portugal. A eléctrica está a pedir aos seus 461,39 mil accionistas dinheiro para reforçar a presença no mercado espanhol.

A Brisa era, por outro lado, a impulsionadora do índice com uma valorização de 0,62% para os 6,48 euros. A Autostrade está a estudar a realização de uma fusão com a espanhola Abertis, parceira da concessionária, numa operação que poderá resultar numa companhia com gestão de cinco mil quilómetros de auto-estradas.

No entanto, a Impresa [IPR] para além de impulsionar o PSI-20 era o título que mais valorizava com um avanço de 5,58% para os 4,73 euros. As acções da Impresa atingiram hoje uma valorização máxima de 7,14%, para um máximo desde Março de 2001, nos 4,80 euros, depois da empresa ter ontem anunciado que iniciou negociações com o Banco BPI, com vista a comprar a posição de 41,366% que banco detém no capital da SIC. O BPI, caso o negócio seja efectuado com desconto, pode subir o preço-alvo da empresa para 6,17 euros.

No restante sector «media», a Media Capital [mcp]acompanhava os ganhos da congénere e subia 2,07% para os 5,42 euros, bem como a Cofina [cof] que avançava 0,26% para os 3,79 euros.

No sector da banca, o Banco Espírito Santo [besnn] deslizava 0,37% para os 13,45 euros, enquanto o Banco Comercial Português [bcp] e o Banco BPI [bpin] estavam inalterados nos 1,84 euros e 3,16 euros, respectivamente.

A Portugal Telecom [ptc] também avançava 0,22% para os 9,02 euros, enquanto a PT Multimédia [ptm] caía 0,53% para os 18,65 euros. A decisão da eventual venda da Lusomundo Media pelo grupo PT «terá como base uma profunda reflexão e será num ‘timing’ que é da exclusividade do grupo PT», garantiu Miguel Horta e Costa, presidente da PT.

A Sonae SGPS [son] caía 1,01% para os 0,98 euros. A Sonacom [snc] assumiu ontem que o baixo «free float» da empresa em bolsa é um problema para os investidores, afirmou o administrador financeiro, Chris Lawrie, à margem do 14º Congresso das Comunicações. Os títulos desta empresa seguiam a cair 0,87% para os 3,40 euros.

As acções da Orey Antunes - que ontem subiram 9,67%, alcançando um máximo histórico de 3,50 euros, depois da empresa ter anunciado que os lucros duplicaram e que tenciona aumentar o «free float» - seguiam a valorizar 6,38% para os 3,50 euros.

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