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EDP prevê investir 1.400 milhões por ano entre 2016 e 2020

A companhia prevê investir 1,4 mil milhões de euros por ano até 2020, continuando focada em aumentar a capacidade instalada nas renováveis. Maior eficiência de custos também é objectivo para o período.

Miguel Baltazar
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A eléctrica portuguesa vai investir um total de sete mil milhões de euros entre 2016 e 2020. São 1,4 mil milhões por ano de investimento líquido da EDP, segundo o plano estratégico da EDP apresentado esta quinta-feira, 5 de Maio, em Londres no Capital Markets Day.

Cerca de 84% do investimento da empresa será alocado a actividades reguladas, nomeadamente no sector das energias renováveis, segundo a apresentação divulgada pela companhia na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

Os restantes 16% vão destinar-se às actividades liberalizadas da empresa. Em Portugal, a companhia prevê concluir duas centrais hídricas até ao início de 2017, com capacidade total para 1,5 gigawatts.

A maioria deste investimento vai para as renováveis que vão receber uma fatia de 45%, com a maioria do investimento neste capítulo a ter lugar nos Estados Unidos e no Canadá. Segue-se o investimento nas redes (30%) na Península Ibérica e no Brasil. Já a produção hídrica e térmica vai receber uma fatia de 21%, também em Portugal, Espanha e Brasil.

 

Conforme sublinha o plano, 75% dos lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização da companhia até 2020 vão ter origem nas redes reguladas e contratos de longo prazo, que garantem retornos estáveis.

De acordo com o mesmo documento, a EDP prevê ainda aumentar a capacidade instalada das energias renováveis em cerca de 76% até 2020. Tal como vem acontecendo, a EDP Renováveis deverá continuar focada na rotação de activos, com o plano de investimentos da companhia para o período de 2016 a 2020 a incluir uma meta de 1,6 mil milhões de euros com a rotação de activos (cerca de 60% já executados em 2016), adianta a apresentação.

Redução de custos

A eléctrica portuguesa, uma das empresas portuguesas com a maior dívida líquida, prevê manter uma estratégia focada no crescimento e na desalavancagem financeira, comprometendo-se a prosseguir com a optimização de custos. A meta da EDP é obter uma poupança de 700 milhões de euros entre 2016 e 2020, sobretudo no negócio ibérico.

Já em relação à dívida, a EDP antecipa uma redução do custo da dívida de cerca de 50 pontos base até 2020, com o juro médio a passar de 4,7% em 2015, para 4,2% entre 2018 e 2020.

A dívida líquida deverá ainda recuar ao longo dos próximos quatro anos, face à dívida líquida ajustada de 16,9 mil milhões em Dezembro de 2015, uma descida que deverá ser sustentada pelo crescimento do free cash flow.  A companhia antecipa uma redução da dívida líquida de 400 milhões de euros por ano face ao free cash orgânico.

Actualmente com uma maturidade da dívida de 4,8 anos, a companhia quer continuar a realizar operações de financiamento com o objectivo de estender este prazo para mais de cinco anos.

(notícia actualizada às 10:22 com mais informação)

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