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Empréstimos concedidos pelo BCE atingem recorde

Os empréstimos do Banco Central Europeu (BCE) aos bancos e a sua exposição às possíveis perdas em colaterais atingiram recordes na semana passada, numa altura em que o combate à crise do crédito obrigou os estrategas políticos e económicos a arcarem com mais riscos.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 21 de Outubro de 2008 às 18:37
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Os empréstimos do Banco Central Europeu (BCE) aos bancos e a sua exposição às possíveis perdas em colaterais atingiram recordes na semana passada, numa altura em que o combate à crise do crédito obrigou os estrategas políticos e económicos a arcarem com mais riscos.

O BCE anunciou hoje que emprestou na semana passada 773,2 mil milhões de euros à banca, através de operações monetárias, contra 739,4 mil milhões uma semana antes e 68% acima do valor emprestado na primeira semana de Setembro.

O endividamento do BCE face às instituições financeiras aumentou para 470,3 mil milhões de euros, o que corresponde a uma subida de 4,4% face à semana precedente e de 123% face ao início do mês passado, salientou a Bloomberg.

O BCE está a acompanhar a Reserva Federal e outros bancos centrais no combate ao estreitamento do crédito, alargando o seu balanço patrimonial enquanto injecta mais capital no sistema bancário. O lado negativo inclui a tomada de mais riscos conforme vai aceitando colaterais mais débeis quando procede aos empréstimos.

“A urgência da situação significa que têm de ser tomadas medidas drásticas”, comentou à Bloomberg o principal economista para a Europa do JPMorgan Chase & Co., David Mackie. “Até há um mês, o balanço patrimonial não estava a crescer. Agora, o BCE está a criar cada vez mais dinheiro”, acrescentou.

O BCE tornou-se mais agressivo depois do colapso do Lehman Brothers a 15 de Setembro, o que levou muitos bancos a armazenarem dinheiro um pouco por todo o mundo. Para fomentar os empréstimos por parte da banca, o BCE emprestou dinheiro por períodos de tempo mais prolongados e disponibilizou à banca montantes ilimitados de dólares e euros, refere a Bloomberg.

Na semana passada, o banco central do Velho Continente flexibilizou as suas regras sobre os colaterais que aceitará quando empresta dinheiro, passando assim a incluir os activos com menor “rating”, certificados de depósito e dívida subordinada.

O BCE anunciou hoje que emprestou à banca 305 mil milhões de euros no seu leilão semanal regular, a uma taxa fixa de 3,75%. Providenciou também 101,93 mil milhões de dólares num leilão de dólares a 28 dias, a uma taxa fixa de 2,11%, bem como mais 22,6 mil milhões de dólares, igualmente por 28 dias, através de um contrato de troca de dólares por euros.

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