Bolsa Energia atira bolsas dos EUA para novos máximos históricos

Energia atira bolsas dos EUA para novos máximos históricos

Os principais índices bolsistas do outro lado do Atlântico abriram em alta, continuando a negociar em zona de máximos históricos.
Energia atira bolsas dos EUA para novos máximos históricos
Reuters
Carla Pedro 21 de setembro de 2018 às 14:38

O Dow Jones segue a somar 0,28% para 26.731,70 pontos, o que constitui um novo máximo histórico.

 

Já o Standard & Poor’s 500 avança 0,26% para 2.938,67 pontos, nível que também nunca antes tinha alcançado.

 

Também o tecnológico Nasdaq Composites segue em alta, a ganhar 0,98% para 8.028,23 pontos – a aproximar-se do seu máximo histórico de 8.133,30 pontos marcado a 30 de Agosto.

 

As bolsas norte-americanas estão a ser sustentadas sobretudo pelos títulos da energia, em dia de subida dos preços do petróleo, com destaque para a Exxon Mobil e Chevron.

 

As cotações do "ouro negro" estão a reagir à descida registada na sessão de ontem, depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter pressionado uma vez mais a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para aumentar a produção no sentido de fazer descer os preços.

 

Os membros do cartel e do seu comité técnico conjunto reúnem-se amanhã em Argel para prepararem uma reunião formal da OPEP e de outros grandes exportadores que se focalizará nas quotas de produção – isto numa altura em que as sanções dos Estados Unidos a Teerão restringem as exportações iranianas.

 

Por outro lado, as notícias provenientes da China sobre as tarifas aduaneiras e sobre a sua divisa poderão aliviar as tensões comerciais, o que está a animar as cotadas mais expostas a uma guerra comercial, como a Boeing e 3M.

 

As bolsas têm gravitado grandemente em torno dos conflitos comerciais, designadamente entre Washington e Pequim. Ontem foi avançado que a China planeia cortar já no próximo mês as taxas alfandegárias médias que cobra à importação de bens da maioria dos seus parceiros comerciais.

 

Além disso, o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, disse que o seu governo não irá desvalorizar o renminbi para impulsionar as exportações em plena guerra comercial.

 

Do lado das perdas temos as fabricantes de semicondutores, depois de a Micron ter dito que as tarifas alfandegárias dos EUA sobre produtos chineses irão pesar nos seus resultados financeiros pelo menos durante um ano.




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