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Energia verde da EDP com saldo cada vez mais vermelho na bolsa

A EDP Renováveis cumpre hoje dois meses em bolsa. Mas não há motivos para celebrar. O saldo é negativo, pior até que o do PSI-20, em especial desde que o índice nacional ensaiou a recuperação. Quem perde são os accionistas. Os milhares de investidores que compraram acções na oferta pública de subscrição contam com menos-valias potenciais substanciais.

Paulo Moutinho 04 de Agosto de 2008 às 00:01
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A EDP Renováveis cumpre hoje dois meses em bolsa. Mas não há motivos para celebrar. O saldo é negativo, pior até que o do PSI-20, em especial desde que o índice nacional ensaiou a recuperação. Quem perde são os accionistas. Os milhares de investidores que compraram acções na oferta pública de subscrição contam com menos-valias potenciais substanciais.

António Mexia e Ana Maria Fernandes, presidente da comissão executiva e CEO, respectivamente, da Renováveis, mostraram-se confiantes no potencial da empresa, na apresentação das contas do primeiro semestre da jovem cotada (os lucros ascenderam a 50 milhões de euros). “Nenhuma acção é um certificado de aforro” e, como tal, está sujeita às variações do mercado, lembrou Mexia, justificando o desempenho da EDP Renováveis em bolsa.

“Esta acção comportou-se melhor que o índice e que a maioria das acções”, disse ainda o responsável, na apresentação. Mas o números não mostram esse desempenho. O índice principal de Lisboa acumula, desde 4 de Junho, dia da estreia da Renováveis, uma queda de 20,4%. A empresa da EDP cai 22,5%. Desde meados de Julho, na inversão do sentimento dos mercados, o PSI-20 soma mais de 4% e a Renováveis recua 8,8%. A Renovables, da Iberdrola, desce menos (5,8%).

Com a queda das acções têm aumentado as perdas potenciais dos milhares de investidores que fizeram da operação, a maior deste ano na Europa, até ao momento, um sucesso. A Renováveis atraiu muitos pequenos investidores que vêm o valor das suas carteiras diminuir de “dia para dia”. Um investidor que tenha subscrito o máximo no segmento do público em geral, na primeira fase, obteve 310 acções, que lhe custaram 2.480 euros. Hoje, esses mesmos títulos valem menos 558 euros.



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