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ES Research antecipa aliança entre a Vivo e a TIM Brasil

A entrada da Telefónica no capital da Telecom Itália tem aspectos positivos para a operadora espanhola, de acordo com os analistas da Espírito Santo Research, que não descartam que este negócio resulte numa aliança entre a Vivo e a TIM Brasil e mesmo leva

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 30 de Abril de 2007 às 15:15
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A entrada da Telefónica no capital da Telecom Itália tem aspectos positivos para a operadora espanhola, de acordo com os analistas da Espírito Santo Research, que não descartam que este negócio resulte numa aliança entre a Vivo e a TIM Brasil e mesmo levar a Telefónica a sair do capital da PT e da Vivo.

A Telefónica e um grupo de investidores italianos vão pagar 4,1 mil milhões de euros por uma participação de 18% da Telecom Itália, com o objectivo de aumentar o número de clientes no Brasil, país onde a operadora espanhola já está presente através da Vivo, empresa que detém em conjunto com a Portugal Telecom (PT) [PTC]

Numa nota de "research" de hoje, a Espírito Santo Research (ESR) lembra que a Telefónica está em negociações com a PT acerca do controlo conjunto da Vivo e que a posição de 10% na PT está avaliada no mercado em 1,1 mil milhões de euros.

A mesma fonte considera assim que a entrada na Telecom Itália "abre as portas para a Telefónica tentar ficar com os activos no Brasil e levantar dúvidas sobre a sua permanência no futuro no capital da PT e da Vivo".

A ESR adianta outros cenários ao desfecho da parceria entre a PT e a Telefónica. "Não descartamos a opção de que venha a ocorrer uma operação de consolidação no mercado móvel brasileiro, ou algum tipo de aliança entre a Vivo e a TIM Brasil", refere a ESR.


A ESR lembra contudo que uma aliança entre a Vivo e a TIM (as duas maiores operadoras do Brasil, esta última controlada pela Telecom Italia) teria sempre que ser aprovada pelo regulador das telecomunicações (Anatel) e outras autoridades reguladoras.

"De qualquer forma, outro aspecto positivo desta operação é que a Telefónica consegue que o seu principal concorrente na América Latina, Carlos Slim, não pode aceder a estes activos [TIM Brasil], o que reduz as ameaças de concorrência à Vivo", conclui o banco de investimento.

As acções da Telecom Itália negociavam em queda de 1,68% para os 2,23 euros e a Telefónica avançava 0,36% para os 16,61 euros. A PT cotava inalterada nos 10,50 euros.

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