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ES Research sobe ponderação da EDP em carteira

O ES Research aumentou o peso da Electricidade de Portugal (EDP) na sua «carteira modelo», citando o impacto, que poderá ser positivo, com o fim dos contratos de aquisição de energia (CAE’s).

Pedro Carvalho pc@mediafin.pt 18 de Fevereiro de 2004 às 11:53
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O ES Research aumentou o peso da Electricidade de Portugal (EDP) na sua «carteira modelo», citando o impacto, que poderá ser positivo, com o fim dos contratos de aquisição de energia (CAE’s).

A Morgan Stanley sugere um preço alvo de 2,60 euros, numa nota em que defende que as acções da eléctrica estão «prontas para arrancar».

Os valores da Electricidade e Portugal (EDP) [EDP] negociavam em subida de 0,45% para os 2,25 euros, depois de ter estabelecido um novo máximo nos 2,26 euros, níveis de Maio de 2002.

A edição de hoje do Jornal de Negócios avança que a EDP ao fechar ontem aos 2,24 euros, igualou o preço a que foi feita a primeira fase de privatização, em Junho de 1997.

O Espírito Santo Research (ESR), numa nota a clientes, diz ter retirado a Unión Fenosa do seu «portfolio» modelo (por ter alcançado o preço alvo de 17,11 euros), distribuindo a ponderação de 2% para as acções da Endesa e da EDP.

A casa de investimento nacional acredita que o sistema de regulamentação irá permitir à EDP fazer o fim dos contratos de aquisição de energia para com um resultado final «positivo». O banco tem uma recomendação de «comprar» e um preço alvo de 2,45 euros.

No âmbito da criação do Mercado Ibérico da Electricidade (Mibel), a EDP deixará de vender energia no sistema de monopólio do PPA (Power Purchase Agreements) ou CAE, ou seja, contratos de longo prazo entre as produtoras e a REN, passando para um sistema de compensações designado por Custos para a Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC).

Num estudo publicado esta semana, os analistas da Morgan Stanley sugeriram para a EDP uma recomendação de «overweight» e um preço alvo de 2,60 euros, defendendo que a eléctrica «entrou numa nova era», depois da entrada da nova gestão, da reestruturação do sector energético em Portugal e do reconhecimento dos custos assumidos com as reformas antecipadas.

Os riscos para a eléctrica liderada por João Talone são a «exposição à América Latina», ou seja, o risco de uma variação cambial adversa, e o facto do Governo ainda deter uma parcela de 30% na empresa, o que poderá vir a criar um risco de excesso de oferta no mercado, pressionado a cotação.

As incertezas sobre o desfecho do processo que pretende acabar com os PPA poderá, na opinião da Morgan Stanley, constituir um facto de adicional de risco.

As acções da EDP cotavam nos 2,25 euros, a subir 0,45%.

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