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Escalada do petróleo justifica «atitude de especial vigilância»

O Banco Central Europeu (BCE) manteve a taxa de juro nos 2% na última reunião e reiterou que não existem evidências de pressões inflacionistas, apesar de considerar que a escalada do petróleo nos últimos tempos requer que se tenha uma «atitude de especial

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 08 de Setembro de 2005 às 11:02
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O Banco Central Europeu (BCE) manteve a taxa de juro nos 2% na última reunião e reiterou que não existem evidências de pressões inflacionistas, apesar de considerar que a escalada do petróleo nos últimos tempos requer que se tenha uma «atitude de especial vigilância», segundo o boletim mensal do banco central.

O BCE volta a afirmar que «a orientação da política monetária permanece adequada, tendo em consideração as perspectivas actuais para as taxas de inflação a médio prazo», considerando que há «riscos de ascendentes para a estabilidade de preços».

Um cenário que está a ser influenciado essencialmente pela escalada dos preços do petróleo. Na semana passada, na sequência do furacão Katrina, o petróleo atingiu um máximo histórico nos 70,85 dólares, tendo aliviado nas últimas sessões.

Apesar de assumir este cenário o BCE «continua a considerar que não existe evidência significativa de que pressões inflacionistas subjacentes se estejam a acumular na área do euro», acrescentando que «neste momento, justifica-se uma atitude de especial vigilância, face aos riscos ascendentes para a estabilidade de preços».

Há mais de dois anos que os juros na Zona Euro estão nos 2% e os especialistas acreditam que até ao final do ano a autoridade monetária não vai mexer no preço do dinheiro.

A actividade económica cresceu «moderadamente» e os resultados «dos últimos inquéritos têm, no geral, indicado a possibilidade de o crescimento económico melhorar no segundo semestre de 2005», apesar do petróleo continuar «a pesar sobre a procura e a confiança», segundo o boletim.

O BCE reitera que «as taxas de juro baixas estão também a estimular a expansão do crédito, com o fortalecimento da procura de empréstimos a generalizar-se no sector privado».

Os responsáveis mantêm o discurso depreciativo em relação à flexibilização do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) afirmando que «é lamentável que o ritmo a que procede a consolidação orçamental se mantenha demasiado lento. Em alguns países, os objectivos para corrigir os défices excessivos estão em risco».

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