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Espanha emite dívida a curto prazo e baixa juros em época de turbulência

Títulos de dívida a três e seis meses foram emitidos a juros mais baixos que no leilão anterior, com o Tesouro a conseguir colocar uma quantidade próxima do máximo previsto.

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A Espanha emitiu hoje títulos de dívida a três e seis meses e conseguiu financiar-se a juros inferiores aos praticados no último leilão comparável.

O país conseguiu escapar ao sobressalto que tem sentido na sua vida política e que se tem registado nos mercados de dívida secundários dos países periféricos, desde a intensificação do debate da reestruturação, mesmo que “ligeira”, da dívida grega, até às ameaças de corte ao "rating" das dívidas da Itália e da Bélgica.

Além disso, o partido do primeiro-ministro José Luis Zapatero, PSOE, perdeu as eleições municipais e regionais no passado domingo para o principal rival, o PP. Várias manifestações de jovens continuam a mostrar a sua força e mantêm-se nas principais praças de várias cidades espanholas, em contestação face ao desemprego e à falta de soluções políticas.

E, mesmo assim, o Tesouro Espanhol financiou-se num total de 2,3 mil milhões de euros a juros mais baixos do que na emissão anterior, a conseguir colocar uma quantidade próxima do limite máximo previsto (o leque apresentava-se entre 1,5 e 2,5 mil milhões de euros).

Nos títulos a três meses, o juro que a Espanha tem de pagar pela colocação de 998,9 milhões de euros é de 1,38%. Na última emissão, a “yield” tinha sido de 1,371%. A procura superou a oferta em 6,59 vezes, acima das 4,43 marcados na operação anterior.

O Estado aceitou pagar um juro de 1,766% relativamente aos títulos de dívida a seis meses no valor de 1,3 mil milhões de euros, inferiores aos 1,867% do último leilão. De uma procura 7,11 vezes acima da quantidade de dívida efectivamente colocada nessa emissão, passou-se agora para uma procura 5,46 vezes superior à oferta.

No leilão de longo prazo realizado na semana passada, a Espanha também tinha conseguido reduzir os juros pedidos pelos investidores.
No mercado secundário, as “yields” das obrigações espanholas a dois anos seguem a aliviar, descendo 2 pontos base para 3,68%. Na última semana, a tendência foi de subida neste prazo. Apenas há uma semana, os juros estavam próximos de 3,36%.

Na maturidade a cinco anos, o juro cai 1,6 pontos base e fixa-se nos 4,82%, ao passo que a dez anos os investidores exigem uma “yield” de 5,51% para deterem títulos de dívida com aquele prazo, com uma queda de 0,9 pontos base.

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