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Espanha emite dívida pretendida mas juros disparam (act.)

O Tesouro espanhol vendeu 2,49 mil milhões de euros de obrigações – ligeiramente abaixo do montante máximo de 2,5 mil milhões de euros – mas os custos dispararam.

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O Tesouro espanhol realizou, esta manhã, três emissões de dívida. Uma com maturidade em Janeiro de 2015, que viu o custo médio subir para 4,375%, face aos 2,89% pagos numa emissão comparável em Abril. Neste caso, a procura superou em 4,47 vezes a oferta.

Na emissão de divida com maturidade em Julho de 2015 os juros subiram para 4,876% (face aos anteriores 4,037% registados a 3 de Maio) e a emissão de obrigações com a maturidade em Abril de 2016 foi realizada a um custo de 5,106%.

"A procura razoável foi conseguida graças ao custo considerável a que foi colocada a dívida, em linha com aquela que tem sido a tendência dos últimos leilões em Espanha", comenta Richard McGuire, do Rabobank.

No entanto, o especialista afirma que "os investidores internacionais estão claramente a correr para a porta de saída, algo que os bancos domésticos têm cada vez menor capacidade para colmatar, tendo em conta as imposições do Governo para que os bancos aumentem as provisões".

"Esta é uma tendência que deverá continuar nos próximos tempos (...) pelo que a situação só deverá ser resolvida com algum tipo de intervenção externa", vaticina Richard McGuire. O BCE pode ser uma das soluções, como tem sido sugerido, ainda que seja alvo de controvérsia os méritos a longo prazo da sua intervenção no mercado obrigacionista.

No mercado secundário, os juros da dívida espanhola seguem agora em alta ligeira em todas as maturidades. No prazo a 9, 10, 15 e 30 anos os juros estão acima dos 6%, enquanto nas maturidades a 7 e 8 anos, as "yields" estão muito próximas desta fasquia.

(Notícia actualizada às 10h39 com as reacções de vários analistas)
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