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Espanha enfrenta turbulência dos mercados e recusa-se a cancelar leilão de dívida

"Espanha nunca cancelou um leilão mesmo quando os mercados estavam muito turbulentos", garantiu a ministra das Finanças espanhola no dia em que Espanha vai o mercado vender 3,5 mil milhões de euros em obrigações de três e quatro anos.

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 04 de Agosto de 2011 às 08:25
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"É positivo ir em frente e mostrar a nossa capacidade para nos financiarmos", afirmou Elena Salgado, citada pela Bloomberg, após uma reunião com o primeiro-ministro Zapatero. A ministra de Espanha colocou de parte hipótese de cancelar o leilão agendado para hoje às 9h30 (hora de Lisboa).

O governo pretende colocar no mercado 3,5 mil milhões de euros em obrigações de três e quatro anos. No entanto, este leilão acontece numa altura em que os juros da dívida não param de subir e atingiram valores nunca alcançados.

Neste momento, os juros da dívida espanhola estão em alta ligeira a aguardar o resultado do leilão. A agência Bloomberg escreve que o Tesouro espanhol deverá ter que pagar uma taxa de juro superior a 5% nas obrigações a três anos.

No último leilão, a 7 de Julho passado, Espanha pagou uma taxa de juro de 4,292% pelas obrigações a três anos e a procura excedeu em 2,29 vezes a oferta.

O leilão de hoje ocorre numa altura de grande turbulência financeira, não só em Espanha, mas também em Itália. Elena Salgado afirma que o governo espanhol tem "acompanhado com preocupação a turbulência dos mercados financeiros e a forma como está a afectar a dívida do Reino de Espanha".

A ministra das Finanças garantiu ainda que o Governo está enfrentar a situação "com responsabilidade e a confiança de que estamos a fazer o que temos que fazer". "Prevemos que esta turbulência dure mais alguns dias", antecipa a responsável pela pasta das Finanças de Espanha.
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