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Espanha vende obrigações no valor de 2,5 mil milhões de euros

O governo espanhol emitiu dívida esta manhã e viu os seus custos de financiamento agravarem-se, ao colocar um montante abaixo do limite máximo previsto.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 14 de Dezembro de 2010 às 11:08
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O ministério das Finanças colocou 1,99 mil milhões de euros em dívida denominada a 12 meses e 523 milhões de euros em obrigações a 18 meses, segundo divulga hoje o Banco de Espanha, citado pela Bloomberg. A taxa de juro das obrigações a 12 meses subiu para 3,449% o que compara com 2,363% numa emissão comparável de 16 de Novembro.

Nas obrigações a 18 meses o juro pago ficou nos 3,721% o que compara com 2,664% numa emissão equiparável que teve lugar em Novembro. O montante máximo para a emissão era de três mil milhões de euros.

A ministra das Finanças espanhola, Helena Salgado, disse no final do mês passado que o país vai vender menos dívida nos leilões que têm lugar no final do ano, por forma a evitar parte da subida dos custos de financiamento. Espanha tem outra emissão marcada para a próxima quinta-feira, dia 16 de Dezembro.

“A história a sério vai ter lugar na quinta-feira”, disse o estratega do JP Morgan, Gianluca Salford, à Bloomberg. “Todos os restantes países periféricos têm estado fora do mercado durante Dezembro, a liquidez é fraca, a procura final é pobre, por isso tecnicamente a situação de Espanha é má”, apesar de a queda dos preços poder implicar que as obrigações se comportem melhor depois da próxima emissão, disse o especialista.

Os juros da dívida espanhola também sobem no mercado secundário. A “yield” das obrigações a 10 anos progride 7,6 pontos base para 5,528%, enquanto na maturidade a cinco anos a remuneração é das obrigações é de 4,836%. Os juros das obrigações a dois anos progridem 6,7 pontos para 3,665%.

“Espanha não teve dificuldades em colocar as ‘letras’, não sendo uma surpresa que os juros tenham subido de forma acentuada na comparação com o leilão anterior”, disse à Bloomberg Jan von Gerich, analista do Nordea em Helsínquia.

Portugal pode pagar mais de 3% a três meses

Portugal faz amanhã o último leilão de dívida do ano, prevendo-se que o Estado pague mais de 3% para ir buscar 500 milhões de euros, a três meses. Será a taxa mais alta do ano, e o dobro do valor pago há dois meses. Em Outubro, o IGCP pagou 1,59% para colocar a mesma quantia. Na última emissão com as mesmas características, realizada em Novembro, aceitou um juro de 1,8%. Os preços a que os bilhetes do Tesouro estão a ser negociados no mercado secundário sugerem que os juros poderão disparar para a região dos 3% no leilão de amanhã.

Em Espanha, as atenções viram-se para o leilão de dois a três mil milhões de dívida a 10 e 15 anos. Será o último leilão de dívida a longo prazo do ano.

“Os leilões de quinta-feira serão um desafio maior, apesar do baixo montante pretendido”, acrescenta Jan von Gerich.

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