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Especulação em torno de medidas restritivas na China pressiona petróleo

O petróleo está a descer pela terceira sessão consecutiva, pressionado pela especulação de que os esforços para abrandar o crescimento na Ásia penalizem a matéria-prima.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 16 de Novembro de 2010 às 08:59
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O West Texas Intermediate deprecia-se 0,55% para 84,39 dólares por barril, ao negociar em Nova Iorque antes da abertura e após duas sessões de perdas consecutivas.

O Brent, que serve de referência às importações europeias, desce 0,40% para 86,41 dólares em Londres.

Os futuros do petróleo passaram a negociar em baixa depois de o Banco da Coreia ter subida as taxas de juro de referência para a Coreia do Sul e após o um jornal de negócios chinês ter dito que o governo vai tomar medidas adicionais para controlar a inflação.

O fortalecimento do dólar também não favorece a matéria-prima, já que torna os activos denominados em dólares mais dispendiosos para investidores que detenham outras divisas. Hoje, o índice Dólar, que mede o desempenho da moeda única face aos seus principais parceiros comerciais, avançou pela segunda sessão consecutiva.

“As estratégias da China de restringir o financiamento estão a levar alguns mercados financeiros a perdas”, comentou à Bloomberg um estratega de matérias-primas do Newedge Group, Ken Hasegawa. “Precisamos de mais tempo para ver o barril de crude nos 90 dólares, talvez no próximo ano. Existem alguns factores preocupantes nas economias europeias”, acrescentou.

O Banco da Coreia aumentou as taxas de juro depois de a inflação ter ultrapassado o tecto máximo e a China vai introduzir novas medidas restritivas para controlar a subida dos preços dos produtos alimentares, segundo reportou o China Securities Journal, citado pela Bloomberg.

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