Obrigações Estado planeia “um a dois” leilões de obrigações do Tesouro até final do ano

Estado planeia “um a dois” leilões de obrigações do Tesouro até final do ano

O IGCP divulgou esta segunda-feira as linhas de actuação para o último trimestre. Além das operações de longo prazo, agendou três datas para emitir em maturidades mais curtas.
Estado planeia “um a dois” leilões de obrigações do Tesouro até final do ano
Pedro Elias/Negócios
Rui Barroso 03 de outubro de 2016 às 17:47

O IGCP planeia avançar com "um a dois leilões" de obrigações do Tesouro (OT) até final do ano. Além destas emissões, a agência de gestão da dívida pública planeia ainda angariar entre 3.000 milhões e 3.750 milhões de euros em leilões de dívida de curto prazo. Apesar de estas serem as linhas de actuação para o quarto trimestre, o IGCP refere que "acompanhará activamente a evolução das condições de mercado, podendo introduzir ajustamentos às presentes linhas de actuação".

No que diz respeito às OT, o principal instrumento de financiamento do Estado, a nota da entidade liderada por Cristina Casalinho refere que "no próximo trimestre, o IGCP liderado por Cristina Casalinho (na foto) prevê a realização de um a dois leilões de OT, sendo esperadas colocações de 750 a 1000 milhões de euros por leilão.

Segundo a última apresentação a investidores feita pelo IGCP, a 22 de Setembro, a agência previa ir buscar ao mercado 2.000 milhões de euros até final do ano em dívida de médio e longo prazo. Desde o início do ano até aquela data tinha-se financiado, através de OT, em 15.500 milhões de euros.

Próximo leilão de curto prazo agendado para 19 de Outubro

Para os bilhetes do Tesouro (BT), no último trimestre o IGCP planeia realizar três duplos leilões. O primeiro está já agendado para 19 de Outubro. Nessa operação, que incidirá em títulos a três e a 11 meses, o montante indicativo de entre 750 milhões a 1.000 milhões de euros. Já a 16 de Novembro, num leilão de BT a seis e a 12 meses, o Estado pretende financiar-se em entre 1.500 milhões e 1.750 milhões de euros.

A última operação de financiamento e curto prazo do ano ficou agendada para 7 de Dezembro. Nesse leilão, o Estado conta obter entre 750 milhões e 1.000 milhões de euros em títulos a três e a 11 meses.




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