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Estimativas de resultados pressionam bolsas nos EUA

As principais praças norte-americanas seguiam a negociar em queda, com os investidores a recearem que os lucros das cotadas vão ficar aquém do esperado pelos analistas, numa altura em que o crescimento da maior economia do mundo dá sinais de abrandamento.

Paulo Moutinho 31 de Julho de 2006 às 14:59
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As principais praças norte-americanas seguiam a negociar em queda, com os investidores a recearem que os lucros das cotadas vão ficar aquém do esperado pelos analistas, numa altura em que o crescimento da maior economia do mundo dá sinais de abrandamento.

O índice industrial Dow Jones [indu] perdia 0,28% para os 11.187,76 pontos, enquanto que o Nasdaq [ccmp] recuava 0,46% para os 2.084,55 pontos.

Para Thomas Muehlberger da Bayern Invest «há demasiado optimismo no mercado». Em declarações citadas pela agência Bloomberg, o mesmo analista afirma que «com o abrandamento da economia, as expectativas dos analistas estão muito elevadas».

No final da semana passada foi divulgado nos EUA que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu a um ritmo anual de 2,5% de Abril até Junho, o que compara com o ritmo anual de 5,6% verificado nos primeiros três meses do ano.

Os analistas estimam que os lucros das cotadas cresçam mais de 14% nos terceiro e quartos trimestres, segundo a Thomson Financial.

Entre os títulos que mais contribuíam para a queda na sessão de hoje, estava a Avon, a maior empresa de cosméticos de venda porta-a-porta do mundo, que recuava 1,22% para os 31,41 dólares, depois de ter anunciado que os seus lucros caíram 49% em termos homólogos, ficando aquém das estimativas dos analistas.

Também a desvalorizar estava a Chevron, a segunda maior petrolífera dos EUA, que perdia 0,58% para os 65,67 dólares, em reacção ao corte da recomendação de «comprar» para «neutral» efectuado pela JPMorgan Chase, afirmando que as acções da empresa subiram desproporcionalmente face aos seus pares.

Apesar de estar a ser analisada pela União Europeia para uma eventual duplicação da multa diária devido a práticas anti-concorrenciais, para os três milhões de euros, a Microsoft seguia a valorizar 0,29% para os 24,32 euros.

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