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Bolsas e petróleo caem com sinais de agravamento da pandemia

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Reuters
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 26 de Junho de 2020 às 17:28
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Estímulos voltam a contrariar pessimismo e bolsas alegram-se

O verde foi a cor predominante entre as praças asiáticas e os futuros da Europa e dos Estados Unidos apontam para uma abertura em alta nos mercados do ocidente, numa altura que os investidores animam na expectativa de que o atual aumento de casos traga mais estímulos económicos.

Japão, Coreia do Sul e Austrália alinharam numa tendência positiva, com apenas Hong Kong a contrastar, embora as perdas tenham sido ligeiras.   

Na última sessão, o S&P500 inverteu no final de um dia longo de quebras, durante grande parte do qual os investidores se retraíram face a números desapontantes do desemprego e a aumentos relevantes nos novos infetados por covid-19. Os estados do Texas e Florida tiveram de cancelar os próximos passos que estavam previstos dentro dos respetivos planos de reabertura e, na Europa, os especialistas de saúde estão a alertar para uma segunda vaga no Reino Unido.

Contudo, os bancos acabaram por rejubilar face à decisão do regulador de facilitar as regras para a libertação de capital. Os ânimos acalmaram mais tarde, já após o fecho, quando a Fed esclareceu que não permitiria o aumento de dividendos ou recompra de ações até setembro.

"Acho que há mais algumas quebras no horizonte. É impressionante, os mercados não se importam com os fundamentais ou resultados financeiros nesta altura, importam-se com a pandemia e somente com a pandemia", comenta a Villere&Co, citada pela Bloomberg.

Petróleo sobe mas conta segunda semana de perdas desde abril

As cotações do petróleo seguem animadas na última sessão da semana, após a Rússia ter reduzido radicalmente as exportações. Contudo, o balanço destes cinco dias é negativo, com a matéria-prima a não resistir ao aumento de novos casos de covid-19 nos Estados Unidos.

O barril de Brent, referência para a Europa, sobe 0,73% para os 41,35 dólares, ao lado do nova-iorquino West Texas Intermediate, que avança 0,62% para os 38,96 dólares. Já no cômputo semanal, a tendência é a oposta, e o Brent cai 2,01%, vivendo a segunda semana de quebra desde abril. A última vez que o saldo da semana foi negativo foi há 15 dias, no ciclo terminado na sexta-feira dia 12, na qual o deslize foi superior a 8%.A suportar o otimismo da sessão está a iniciativa russa de cortar em 40% a exportação do petróleo russo de referência, o Urals, colocando-as no nível mais baixo dos últimos dez anos.

Já olhando ao cenário da semana, a tendência negativa é justificada pelo aumento do número de casos de covid-19, que, só nos Estados Unidos, subiram acima de 40.000, tendo obrigado o Texas a travar a reabertura da economia.

Europa com nota positiva no final de semana de perdas

As principais praças europeias alinham-se sólidas no verde, nesta que é a última sessão de uma semana de saldo negativo.

Esta semana fica marcada pelo aumento de casos de covid-19, e portanto pelo receio de que estes abrandem a recuperação da economia. Contudo, esta sexta-feira, os investidores recebem com ânimo as notícias de que os Países Baixos prometeram mais apoios para as companhias aéreas e as taxas de infeção na Alemanha recuaram.

Depois de nos Estados Unidos terem sido flexibilizadas regras que libertarão capital para os bancos, há também a expectativa de que sejam lançados novos estímulos para contrariar os efeitos nefastos que se previam na sequência dos novos surtos de covid-19.

A ilustrar estas preocupações e alívios, o Stoxx600, o índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, marca uma subida de 0,82% para os 362,70 pontos, terminando a semana, ainda assim, a perder 0,76%.

Euro e covid-19 "passam a perna" ao dólar

A moeda única europeia está a subir 0,10% para os 1,1229 dólares, depois de duas sessões nas quais o dólar se afirmou como ativo de refúgio e assim levou a melhor.

A nota verde está menos valiosa numa altura em que, apesar de a preocupação relativamente ao aumento do número de casos se manter, os investidores recuperam o apetite por ativos de maior risco, ganhando confiança de que esta situação pode significar novos estímulos.

Ouro tem maior ciclo de ganhos semanais desde janeiro

O metal amarelo está a valorizar pela terceira semana consecutiva, uma sequência que não acontecia desde janeiro. O aumento do número de casos de covid-19 justifica o salto do metal.

O ouro avança 1,23% para os 1764,79 dólares por onça esta semana, depois de nas duas anteriores ter somado 2,71% e 0,76%, respetivamente. Este ciclo é fechado esta sexta-feira, um dia em que os ganhos do metal precioso seguem muito modestos, de 0,06%.
Os novos casos de covid-19 têm empurrado os investidores na direção do ouro, como conhecido ativo de refúgio. Nesta sessão, após os bons sinais dados pela Alemanha e na sequência das expectativas de novos estímulos às economias, o ouro perde alguma força, embora seguro no verde.


Juros contam segunda semana de quebra

Os juros da dívida portuguesa a dez anos contam a segunda semana consecutiva de alívio. No acumulado dos últimos cinco dias, a remuneração das obrigações nacionais reduziu 5,8 pontos base, uma tendência que é reforçada na sessão desta sexta-feira. Hoje, a queda é de 1,2 pontos base para os 0,448%.

A vizinha Espanha conta um deslize de 0,7 pontos para os 0,447% apresentando, também, a segunda sessão no vermelho. Já os juros da referência europeia, a Alemanha, recuam 0,1 pontos base, apesar de a tendência de descida se manter há mais uma semana que a de Portugal.

Aumento de infeções e testes de stress pressionam Wall Street
Aumento de infeções e testes de stress pressionam Wall Street

As bolsas norte-americanas abriram em terreno negativo, com a banca a ser penalizada pela imposição de limites pela Fed. Também o forte incremento nos casos de infeção por covid-19 estão a pressionar.

O Dow Jones segue a ceder 0,59% para 25.594,94 pontos, e o Standard & Poor’s 500 perde 0,53% para 3.067,53 pontos.

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite recua 0,45% para se fixar nos 9.975,45 pontos.

A banca está a pressionar a negociação, enquanto os investidores digerem os resultados dos testes de stress realizados pela Reserva Federal, que levou a requerer que as instituições financeiras preservem o seu capital suspendendo as recompras de ações e limitando a distribuição de dividendos no terceiro trimestre à média do resultado líquido obtido nos últimos quatro trimestres.

Ontem este setor tinha sido sustentado pelo facto de os reguladores da banca dos EUA terem aligeirado duas regras que visam os grandes bancos com carteiras complexas de trading e investimento.

Por outro lado, o disparar de novos casos de covid-19 no país está também a suscitar receios de novas medidas de confinamento. No estado norte-americano do Texas, um dos mais afetados, o governador suspendeu ontem as novas fases de reabertura da atividade económica. Entretanto, os governadores da Carolina do Norte, Louisiana e Kansas já tomaram medidas similares – ao passo que em Nova Iorque, Nova Jérsea e Connecticut mantêm os esforços de reabertura mas impondo uma quarentena de 14 dias a quem venha dos estados mais a sul.

Ontem registou-se um aumento recorde de 37.000 infeções nos EUA, com os estados da Florida, Texas, Califórnia e Arizona a liderarem. O total de casos no país é já de 2,4 milhões.

No domínio económico, os gastos dos consumidores norte-americanos em maio aumentaram fortemente, mas esse incremento poderá não ser sustentável, dado que os rendimentos estão a cair e estima-se que diminuam ainda mais, uma vez que milhões de pessoas perdem os seus subsídios de desemprego a partir do próximo mês.

O Departamento norte-americano do Comércio anunciou que os gastos dos consumidores, que representam mais de dois terços da atividade económica dos EUA, dispararam 8,2% no mês passado, depois de terem afundado 12,6% em abril (a maior queda desde que o governo começou a rastrear este indicador, em 1959).

Os analistas inquiridos pela Reuters apontavam para um aumento médio de 9% em maio, pelo que o número, apesar de alto, foi inferior ao esperado.

Hoje é dia da reconstituição anual dos índices Russell (que agregam cotadas com menor capitalização), o que motiva, por norma, uma das sessões com maior volume de negociação do ano.

 

 

Euro perde valor com valorização do dólar como ativo de refúgio

O euro está a negociar nos mercados cambiais com uma perda de 0,08% para 1,1209 dólares, na terceira sessão consecutiva em que a moeda única europeia perde terreno para a divisa norte-americana.

Por sua vez, o dólar transaciona em alta ao ver reforçado o respetivo valor enquanto ativo de refúgio, isto numa altura em que cresce a preocupação dos investidores quanto ao recrudescimento de novos casos de covid-19 nos Estados Unidos, o que eleva o receio de que a retoma económica da maior economia mundial não se concretize em V.

Ouro ganha com procura por valores-refúgio

O metal amarelo segue em terreno positivo, a capitalizar o seu estatuto de valor-refúgio (tal como o dólar, o iene, o franco suíço e as obrigações), numa altura em que os investidores procuram segurança devido aos receios de uma segunda vaga da pandemia de covid-19.

Os receios em torno do impacto económico que poderá advir de uma segunda vaga estão a pesar fortemente no sentimento dos investidores.

O ouro a pronto (spot) segue a somar 0,19% para 1.767,08 dólares por onça em Londres, ao passo que os futuros negociados no mercado nova-iorquino (Comex) avançam 0,15% para 1.764,70 dólares.

Já chegou a estar a subir mais, mas o dólar está a criar mais apetite junto dos investidores.

O metal precioso segue a caminho da terceira semana consecutiva de subidas.

Bolsa nacional regressa ao "vermelho" com Galp e BCP a pressionar
Bolsa nacional regressa ao 'vermelho' com Galp e BCP a pressionar
O índice PSI-20 terminou o dia a desvalorizar 0,33% para os 4.359,24 pontos, na sessão desta sexta-feira, dia 26 de junho, acompanhando o sentimento das restantes praças europeias. Depois de uma abertura a apontar para o "verde", a abertura de Wall Street, nos Estados Unidos, empurrou os índices do "velho continente" para o "vermelho" e a praça lisboeta não foi exceção. 

Com dez cotadas a negociar em queda e oito a subir, a liderar as quedas esteve a petrolífera Galp com uma desvalorização de 2,39% para os 10,40 euros por ação, num dia em que o Brent - que serve de referência para Portugal - caiu 1,12% para os 40,59 dólares por barril. 

A cair esteve também o BCP, com uma desvalorização de 2,27% para os 10,75 cêntimos por ação, e a Nos, que perdeu 1,04% para os 3,800 euros. 

Em contraciclo esteve o grupo EDP. A empresa liderada por António Mexia subiu 0,12% para os 4,180 euros por ação.
Petróleo em queda com receio da pandemia e aumento de stocks nos EUA
Petróleo em queda com receio da pandemia e aumento de stocks nos EUA

As cotações do petróleo já estiveram a negociar em alta, mas inverteram entretanto para terreno positivo.

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em agosto recua 1,65% para 38,08 dólares por barril.

Já o contrato de agosto do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, desvaloriza 1,02% para 40,63 dólares.

O "ouro negro" esteve a subir, animado sobretudo pelo anúncio de um maior corte de produção por parte da Rússia (no seu crude de referência, o Ural).

No entanto, a perspetiva de uma segunda vaga de covid-19 suscita receios de uma nova queda no consumo de combustível e essa preocupação voltou a pesar mais.

"A procura por combustível, que se esperava que aumentasse à medida que a covid-19 fosse retrocedendo, está de novo sob ameaça devido ao aumento das infeções em mercados-chave", comentou à Reuters o analista Bjornar Tonhaugen da Rystad Energy.

A juntar-se à pressão no mercado está a estimativa de que a produção de crude nos EUA irá subir, isto numa altura em que as reservas norte-americanas continuam a aumentar e estão já em máximos históricos.

Juros da dívida de Portugal ainda abaixo dos da Espanha

Com as bolsas em queda devido ao agravar da pandemia na Europa, mas também, por exemplo, nos Estados Unidos, os juros das dívidas públicas na área do euro também refletem a incerteza inerente à evolução do surto ao negociarem sem rumo totalmente definido.

Ainda assim predominou uma tendência de alívio dos juros. É o caso da "yield" associada às obrigações soberanas de Portugal com maturidade a 10 anos, que recua 0,6 pontos base para 0,449%, o que significa que persiste novamente abaixo da contrapartida exigida pelos investidores para comprarem dívida espanhola no mercado secundário.

É que a taxa de juro correspondente aos títulos da Espanha com prazo a 10 anos avança 0,3 pontos base para 0,454%.

Já os juros das dívidas da Itália e da Alemanha caem respetivamente 0,9 e 1,1 pontos base para 1,292% e -0,484%.

Europa reverte para negativo após abertura em falso de Wall Street
As praças europeias começaram o dia em alta, mas perderam força após a abertura de sessão em Wall Street, com os principais índices dos Estados Unidos a serem travados pelo novo avanço da covid-19 no país.

O Stoxx 600 - índice que agrupa as 600 maiores cotadas da Europa - desvalorizou 0,32% para os 358,59 pontos. 

A nova vaga de casos de pessoas infetadas com covid-19 tem aumentado nos últimos dias, com especial atenção para alguns estados como o Texas. Isto atrasou a reabertura da economia e levou os investidores, de novo, a recuarem dos ativos de maior risco. 

Um dos setores mais penalizados na Europa foi o da banca, pressionado pelo setor norte-americano, depois de ontem a Reserva Federal norte-americana ter dito aos maiores bancos dos Estados Unidos que não podem distribuir dividendos superiores aos que pagaram no segundo trimestre.

Contudo, um sinal que os investidores recebem com otimismo é o apoio que os governos dos Países Baixos, França e Alemanha deram Às suas companhias aéreas.
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