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Euribor a 3 meses já desconta mais um aumento de juros

A Euribor a 3 meses, um indexante usado nos créditos, superou hoje pela primeira vez desde Setembro de 2001 os 4%, descontando já uma nova subida de juros por parte do Banco Central Europeu (BCE).

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 26 de Abril de 2007 às 12:48
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A Euribor a 3 meses, um indexante usado nos créditos, superou hoje pela primeira vez desde Setembro de 2001 os 4%, descontando já uma nova subida de juros por parte do Banco Central Europeu (BCE).

As taxas Euribor, atingiram hoje o valor mais elevado desde Setembro e espelham a expectativa do mercado em relação a novos aumentos de juros por parte da autoridade monetária para a Zona Euro.

A Euribor a 3 meses, que está a antecipar a expectativa do mercado em relação à taxa de juro em Julho, subiu hoje pelo vigésimo sexto dia consecutivo e fixou um novo recorde de Setembro de 2001 ao tocar nos 4,005%. Este valor significa que o mercado está a descontar mais uma subida de juros por parte do BCE até Julho.

Actualmente a taxa de referência para a Zona Euro está nos 3,75% e as expectativas do mercado apontam para que a entidade presidida por Jean-Claude Trichet anuncie um aumento antes do Verão para os 4%.

Além desta subida, o mercado está já a descontar mais um aumento de juros para o final do ano.

A Euribor a 6 meses, o indexante mais recorrente no crédito à habitação, subiu hoje para os 4,123% e atingiu o valor mais elevado desde Setembro de 2001. Este valor indica que o mercado está à espera que o BCE suba novamente os juros, já que a Euribor a 6 meses está a descontar mais do que um aumento.

Já a Euribor a 12 meses atingiu o nível mais elevado desde Julho de 2001 ao tocar nos 4,283%, ou seja, o mercado espera que em Abril de 2008 a taxa de juro se situe em torno dos 4,25%.

No início do ano a maioria dos economistas esperava que o BCE aumentasse duas vezes a taxa de juro de referência para a Zona Euro e que no final de 2007 os juros se fixassem nos 4%.

Em Março o BCE optou por subir a taxa de referência para os 3,75%, desde então vários responsáveis da autoridade monetária têm vindo defender que a política monetária continua "acomodatícia" e a contribuir para o crescimento da economia da região, sugerindo que estão inclinados a voltar a subir os juros.

Os economistas já admitem que os juros no final do ano estejam fixados nos 4,25% e as Euribor estão a descontar precisamente estas expectativas e a própria postura dos responsáveis do BCE.

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