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Euribor continuam a acumular mínimos históricos

As taxas interbancárias perderam terreno pela 32ª sessão consecutiva, num dia em que um membro do conselho do BCE falou na possibilidade de Frankfurt avançar com um novo corte de juro ou de descer a taxa de remuneração dos depósitos.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 18 de Setembro de 2012 às 10:37
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As Euribor continuam a percorrer caminhos inéditos. As taxas interbancárias seguem em valores em que nunca antes estiveram, alargando a distância face à taxa de juro de referência da Zona Euro (0,75%).

Esta terça-feira foi a 32ª sessão consecutiva de quedas para a maturidade a seis meses, a mais utilizada como indexante nos cálculos ao crédito à habitação em Portugal. O recuo foi de 0,6 pontos base, o que deixou a taxa nos 0,476%, cada vez mais distante da “barreira” dos 0,50%. A tendência de descida deste indexante tem correspondido a um alívio das prestações dos créditos à habitação que são com ele calculados em Portugal.

A taxa Euribor a três meses também segue em baixa há 32 sessões seguidas, perdendo 0,4 pontos base na sessão de hoje, fixando-se nos 0,244%, a afastar-se da “fasquia” dos 0,25%.

Já nem mesmo a Euribor a doze meses, a mais longa entre os principais prazos, está acima de 0,75%, a taxa de juro de referência da Zona Euro. O indexante segue nos 0,735%, depois de ter cedido 0,7 pontos base. A nove meses, a taxa recuou 0,6 pontos para 0,614%. A Euribor a um mês perdeu 0,1 pontos base para os 0,119%.

As Euribor, taxas utilizadas nas operações entre bancos mas também associadas a créditos e depósitos, têm verificado um desempenho de queda desde o final do ano passado, quando o Banco Central Europeu baixou a taxa de referência da Zona Euro para 1% e cedeu as operações de cedência de capital à banca.

Os economistas esperavam que a taxa de juro da região, actualmente em 0,75%, voltasse a descer para 0,50% em Setembro, o que não veio a acontecer. Contudo, há margem para que tal venha a ocorrer.

Luc Coene, governador do banco central da Bélgica com assento no conselho do Banco Central Europeu, afirmou que o banco poderá cortar a taxa de juro como uma medida para flexibilizar as condições económicas. Além disso, falou igualmente da possibilidade da taxa de remuneração dos depósitos descer para terreno negativo (está actualmente em zero). Esta ausência de remuneração aos bancos que colocam o seu dinheiro na entidade de Frankfurt tem exercido uma pressão sobre as Euribor.


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