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Euribor volta a cair mas a média do mês está a mais alta que em Novembro

A Euribor a seis meses voltou a descer hoje, mas a média mensal destas taxas continua acima da verificada em Novembro e mais elevada do que o verificado em Maio, o que significa que os empréstimos à habitação vão voltar a aumentar. Esta tendência foi part

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 28 de Dezembro de 2007 às 13:17
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A Euribor a seis meses voltou a descer hoje, mas a média mensal destas taxas continua acima das verificadas em Novembro e Maio, o que significa que as prestações dos empréstimos à habitação vão voltar a aumentar. Esta tendência foi partilhada pela Euribor a três meses.

A Euribor a seis meses desceu hoje para os 4,709%, o que representa uma descida de 0,042 pontos desde o início do mês. Apesar das quedas recentes desta taxa, devido às medidas implementadas pelo Banco Central Europeu (BCE), a média mensal da Euribor a seis meses situa-se nos 4,826%. Este valor é bastante superior ao verificado no mês passado (4,630%) e em Maio (4,197%).

As taxas Euribor são usadas como indexantes nos contratos de crédito para aquisição de casa. O que quer dizer que com estas taxas a subir, contratar um empréstimo à habitação em Janeiro vai ser mais caro do que se o tivesse feito este mês e quem for rever as condições dos empréstimos vai verificar novos aumentos das prestações. Isto porque as revisões e as contratações dos empréstimos têm por base a média mensal da Euribor do mês anterior.

As taxas Euribor têm reflectido a instabilidade que se vive no sector financeiro, depois da crise de crédito de elevado risco se ter instalado. Esta crise deu origem a problemas de financiamento por parte dos bancos e as autoridades monetárias viram-se obrigadas a injectar capital dos mercados para tentar evitar que os problemas se acentuassem.

O problema é que as Euribor são, além de indexantes dos empréstimos, taxas interbancárias. Ou seja, representam os juros que os bancos cobram entre si para se financiarem. E como a crise do "subprime" fez com que o risco dos empréstimos aumentasse os bancos que tinham capital para emprestar aumentaram os juros para compensar o aumento do risco.

Mas as taxas Euribor têm reflectido esta instabilidade e subido para valores muito acima da taxa de juro de referência do BCE (4%).

E não é apenas a Euribor a seis meses que reflecte esta evolução. A Euribor a três meses desceu hoje para os 4,690%, menos 0,12 pontos do que em Novembro. Mas a média mensal desta taxa está acima da verificada no mês passado (4,639%) e a registada em Outubro (4,573%).

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