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Euro atinge novo máximo histórico acima dos 1,28 dólares (act.)

O euro atingiu hoje um novo máximo histórico contra a moeda americana, acima dos 1,28 dólares, depois do Governador da Reserva Federal de Atlanta, Jack Guynn, ter sugerido ontem que o Banco Central não vai aumentar as taxas de juros, uma vez que a inflaçã

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 06 de Janeiro de 2004 às 14:53
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O euro atingiu hoje um novo máximo histórico contra a moeda americana, acima dos 1,28 dólares, depois do Governador da Reserva Federal de Atlanta, Jack Guynn, ter sugerido ontem que o Banco Central não vai aumentar as taxas de juros, uma vez que a inflação vai permanecer fraca.

O euro [Cot] seguia a subir 0,85% para os 1,2782 dólares, depois de ter tocado no máximo histórico de 1,2813 dólares, no início da tarde.

A economia dos Estados Unidos poderá crescer tanto quanto 4% este ano e há poucos sinais de um aumento ‘significativo’ na inflação que eventualmente conduzirá a taxas de juros mais elevadas, disse Jack Guynn, que, este ano, não votou na política monetária da Fed.

O responsável da Reserva Federal intervém depois de Bem Bernanke, também Governador da Fed ter sugerido que os juros nos Estados Unidos da América vão permanecer em 1% e que o risco de uma crise no dólar é «muito baixo». Bernanke tinha dito que «olhar para os movimentos do dólar contar apenas um a moeda pode ser enganador quanto a movimentos globais».

A Fed sugeria, assim, mais uma vez, que não está preocupada com a desvalorização do dólar face ao euro, que ascendeu a 20% em 2003.

«Um dólar fraco é exactamente o que a Fed e a administração dos Estados Unidos gostam e o que desejam que continue a acontecer», disse Peter Clay, estratega de moedas na ABN Amro Holding, citado pela Bloomberg.

O diferencial entre as taxas de juro das duas maiores economias do mundo é a principal razão apontada pelos economistas para explicar a desvalorização do dólar, uma vez que os activos americanos se tornam menos atractivos para os investidores.

Face ao elevado défice de conta corrente, os EUA necessitam de atrair investimento e capital estrangeiro para manter o valor da sua moeda, mas os últimos dados estatísticos revelam que os investidores não estão a canalizar investimentos para a maior economia do mundo, apesar dos sinais de forte recuperação da economia.

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