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Euro cai após divulgação de aumento da actividade industrial nos EUA

O euro inverteu a tendência com que negociava há pouco e segue a esta altura a valorizar, depois de ter sido divulgado que a actividade industrial nos EUA expandiu-se inesperadamente em Janeiro.

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 01 de Fevereiro de 2008 às 16:05
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O euro inverteu a tendência com que negociava há pouco e segue a esta altura a valorizar, depois de ter sido divulgado que a actividade industrial nos EUA expandiu-se inesperadamente em Janeiro.

Contra a moeda norte-americana o euro perdia 0,25% para os 1,4824 dólares depois de quase ter tocado um novo máximo histórico nos 1,4967 dólares.

O dólar estava a perder terreno face ao euro penalizado pela expectativa de um novo corte na taxa de juro pela Reserva Federal para evitar a recessão. O dólar esteve a cair perante 15 das 16 moedas mais activas esta semana.

A reforçar a queda da moeda norte-americana estiveram os dados divulgados pelos EUA. A taxa de desemprego dos EUA recuou para 4,9%, em Janeiro, face aos 5% registados em Dezembro. Contudo, pela primeira vez em quatro anos, a economia americana destruiu empregos, sinalizando que um cenário de recessão é cada vez mais provável.

Para além disso, os gastos na construção nos Estados Unidos caíram o dobro do previsto, em Dezembro. Este queda, a maior do último ano, reflecte uma pioria da situação do sector imobiliário e uma redução do investimento público e privado na construção. Em 2007, a construção privada caiu 18%, a maior queda desde 1993.

No entanto, um outro dado, também hoje divulgado, aliviou estes receios de recessão, levando mesmo a moeda norte-americana a inverter a negociação para terreno negativo. Ou seja, foi revelado que a actividade industrial nos EUA expandiu-se inesperadamente em Janeiro, assinalando que o investimento dos empresários está forte apesar do enfraquecimento noutras áreas económicas.

Este dado pode aliviar de alguma maneira os receios do mercado, que especula uma recessão económica nos EUA perante a divulgação de vários dados económicos nos últimos tempos. A Fed tem vindo inclusivamente a descer a sua taxa de juro de referência, uma das vezes com um corte surpresa, para tentar precisamente evitar o pior para a economia.

O índice da Universidade de Michigan, que mede a confiança dos consumidores americanos, subiu em Janeiro pela primeira vez em seis meses, com os americanos a mostrarem mais confiança da economia. Este dado reforçou a tendência positiva do euro.

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