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Euro cai com expectativas de aumento do M3 em Junho

O euro recuava 0,35% face ao dólar, prejudicado pelas expectativas de que o crescimento do agregado da massa monetária da Zona Euro, ou M3, acelerou em Junho, dificultando novas descidas de taxas por parte do BCE.

João Mata 24 de Agosto de 2001 às 17:58
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O euro recuava 0,35% face ao dólar, prejudicado pelas expectativas de que o crescimento do agregado da massa monetária da Zona Euro, ou M3, acelerou em Junho, dificultando novas descidas de taxas por parte do Banco Central Europeu (BCE).

A moeda única negociava nos 0,9118 dólares e deslizava 0,16% relativamente à divisa nipónica, ao transaccionar nos 109,49 ienes.

Os analistas estimam que o M3, que serve de indicador avançado em relação à evolução da inflação da Zona Euro, registou um novo aumento em Julho, afastando-se do objectivo de 4,5% traçado pelo BCE.

Em Junho, este indicador cresceu para os 6,1%, depois de situar-se nos 5,1% no mês anterior, indiciando que as pressões inflacionistas na zona da moeda única poderão vir a aumentar nos próximos meses.

A taxa de inflação da Zona Euro, medida pelo índice de preços no consumidor (IPC) harmonizado, abrandou em Junho para os 2,8%, depois de ter atingido os 3% no em Maio, mas continuou acima da meta de 2% delineada pelo BCE.

Os responsáveis do BCE, entre os quais o seu presidente, Wim Duisenberg, estimam que a inflação europeia só deverá atingir os níveis pretendidos pela autoridade monetária europeia no decorrer do próximo ano.

Caso se confirmem os receios de aumento dos preços na Zona Euro ao longo dos próximos meses, o BCE deverá ficar com um espaço de manobra mais limitado em termos de política monetária.

Entre os principais bancos centrais mundiais, o BCE é aquele que menos cortou os juros desde o início deste ano, ao efectuar uma única redução de 25 pontos base no decorrer do mês de Maio, colocando a sua taxa directora nos actuais 4,5%.

Esta descida compara com as sete reduções já efectuadas pela Reserva Federal (FED) norte-americana no mesmo período, num total de 300 pontos base, para os actuais 3,5%, na tentativa de estimular o crescimento da maior economia mundial.

A descida dos juros costuma impulsionar o investimento e o consumo, através da redução dos encargos afectos à contracção de financiamentos por parte de empresas e particulares. No entanto, este movimento pode contribuir também para aumentar as pressões inflacionistas, devido ao incremento da procura.

Cada euro vale 200,482 escudos.

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