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Euro cai mais de 1% para mínimo de três meses

O euro recuava 1,4% face ao dólar, tendo atingido hoje o nível mais baixo desde Agosto, depois de tropas da Aliança do Norte terem tomado a capital do Afeganistão, gerando expectativas de que o conflito poderá terminar mais cedo que o esperado.

João Mata 13 de Novembro de 2001 às 16:59
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O euro recuava 1,4% face ao dólar, tendo atingido hoje o nível mais baixo desde Agosto, depois de tropas da Aliança do Norte terem tomado a capital do Afeganistão, gerando expectativas de que o conflito naquele país poderá terminar mais cedo que o esperado.

A moeda única negociava nos 0,8811 dólares, depois de ter chegado a valer 0,8792 dólares, e registava uma queda de 0,49% relativamente à divisa nipónica, ao cotar nos 107,07 ienes.

As tropas da Aliança do Norte entraram esta madrugada em Cabul, a capital do Afeganistão, depois da facção Taliban ter abandonado a cidade, que esteve sob bombardeamentos dos Estados Unidos (EUA) e de outras nações aliadas ao longo das últimas semanas.

Este desenvolvimento gerou expectativas de que a ofensiva dos EUA contra o terrorismo, despoletada depois dos atentados de 11 de Setembro, poderá não ser tão longa como o inicialmente esperado.

O dólar beneficiava também do facto de ter sido afastada preliminarmente a hipótese de atentado no caso do avião que se despenhou ontem sobre a cidade de Nova Iorque e que chegou a gerar receios de novos ataques terroristas sobre cidades norte-americanas.

Os analistas acreditam que a economia dos EUA deverá recuperar mais rapidamente a partir do momento em que sejam atenuadas as expectativas de outros atentados terroristas, um factor que está a condicionar a evolução da confiança dos consumidores e das empresas.

Na Zona Euro, a inflação da França aumentou 0,1% em Outubro, face ao mês anterior, contrariando as previsões dos analistas, que apontavam para um decréscimo dos preços no consumidor na ordem dos 0,1%.

Estes números vieram dificultar novas descidas dos juros por parte do Banco Central Europeu (BCE), para tentar estimular o crescimento económico na zona da moeda única.

Na última quinta-feira, o BCE baixou a sua taxa directora em 50 pontos base para os 3,25%, elevando as reduções efectuadas desde o início do ano para os 150 pontos base. Nos EUA, a Reserva Federal (FED) efectuou cortes totais de 450 pontos base no mesmo período, para os actuais 2%, o nível mais baixo dos últimos 40 anos.

A diminuição dos juros costuma impulsionar o investimento e o consumo, através da redução dos encargos afectos à contracção de financiamentos. No entanto, este movimento pode contribuir também para o incremento das pressões inflacionistas, devido ao aumento da procura.

Cada euro vale 200,482 escudos.

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