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Euro dispara com dados económicos e minutas da Fed

O euro fixava-se acima de 1,20 dólares, impulsionado pela divulgação das minutas da última reunião da Reserva Federal (Fed) – que dá a entender, tal como se previa, que estará para breve o abandono da política de subida dos juros.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 03 de Janeiro de 2006 às 19:57
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O euro fixava-se acima de 1,20 dólares, impulsionado pela divulgação das minutas da última reunião da Reserva Federal (Fed) – que dá a entender, tal como se previa, que estará para breve o abandono da política de subida dos juros.

A moeda europeia ganhava 1,57%, para se estabelecer em 1,2006 dólares por euro, o que correspondia à maior valorização diária desde 6 de Outubro do ano passado.

Contribuíram também para esta valorização o abrandamento da actividade industrial nos EUA em Dezembro e a maior descida dos últimos 15 anos do desemprego na Alemanha – o que faz pensar que o Banco Central Europeu (BCE) poderá voltar a aumentar taxas, ao passo que a Fed deverá estar quase a terminar o movimento de subida dos seus juros directores.

Na última reunião da Fed, os responsáveis de política monetária já não referiram, na sua declaração, que os juros estavam num nível que estimularia o crescimento, um sinal de que aquele banco central em breve mudará a sua política monetária.

Nas minutas ontem divulgadas, os responsáveis da Reserva Federal afirmavam que já não deve ser necessário aumentar muito mais vezes as taxas de juro para controlar a inflação, mas era visível o facto de não haver ainda consenso quanto ao número de subidas.

A Fed subiu a taxa directora 13 vezes consecutivas desde Junho de 2004, fixando-a em 4,25% no mês passado. O BCE também aumentou a sua taxa directora em Dezembro, para 2,25%, mas há cinco anos que não o fazia. Há quem preveja pelo menos mais duas subidas dos juros por parte do BCE este ano.

"O euro deverá ser uma das moedas que mais vai sair beneficiada este ano", declarou Stephen Halmarick, analista do Citigroup, citado pela Bloomberg.

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