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Euro dispara para máximo de três meses

O euro valorizou seguia a valorizar mais de 1%, para um máximo desde 30 de Maio acima dos 1,25 dólares, depois de ter sido divulgado que o índice de actividade industrial dos EUA caiu inesperadamente em Agosto. Os economistas já prevêem que a Fed efectue

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 01 de Setembro de 2005 às 20:14
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O euro seguia a valorizar mais de 1%, para o máximo desde 30 de Maio, depois de ter sido divulgado que o índice de actividade industrial dos EUA caiu inesperadamente em Agosto. Os economistas já prevêem que a Fed efectue menos aumentos nos juros.

Contra a moeda norte-americana, o euro avançava 1,47% para os 1,2527 dólares. Foram também divulgados mais dados económicos que confirmam uma tendência de abrandamento na economia americana.

Estes, em conjunto com a escalada do petróleo e os efeitos do furacão Katrina, levam os economistas a prever que a Fed vai subir os juros apenas mais uma vez este ano, o que inverteu o sentimento positivo que beneficiava o dólar.

O ISM anunciou que o índice de actividade industrial em Agosto caiu para os 53,6 pontos, o que compara com os 56,6 pontos registados em Julho e com as estimativas dos economistas consultados pela Bloomberg que esperavam que o índice subisse para os 57 pontos. A queda do índice está relacionada em parte com a subida dos preços da energia que têm renovado máximos nos últimos tempos, o que tem afectado a actividade das empresas e o poder de compra das famílias.

Paralelamente, foi divulgado que os pedidos de subsídios de desemprego nos EUA aumentaram e que os gastos na construção ficaram inalterados.

Estes dados saíram no dia em que o Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter a sua taxa de juro inalterada nos 2%, um valor que se mantém desde Junho de 2003 e que é o mais baixo dos últimos 60 anos.

O presidente da instituição da Zona Euro, Jean Claude Trichet, afirmou que não tenciona subir nem descer os juros a médio prazo, explicando que estão a um nível apropriado. No entanto, ao aumentar as estimativas para a inflação poderá indiciar a necessidade de subir a sua taxa de juro de referência. O euro subiu ontem pela segunda sessão consecutiva tendo na quarta-feira também valorizado mais de 1%, depois de ter sido divulgado que o índice de actividade industrial da região de Chicago caiu no mês de Agosto, indicando uma contracção do sector.

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