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Euro em mínimos de Janeiro de 2003 face ao dólar

A moeda única europeia continua a perder terreno face à nota verde, a marcar sucessivos mínimos dos últimos 12 anos.

Negócios 13 de Março de 2015 às 19:07
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A pausa no movimento de queda do euro face ao dólar foi de curta duração. A crescente especulação de que a Reserva Federal norte-americana poderá subir os juros de referência mais cedo do que o previsto, devido aos bons dados económicos, e numa altura em que o BCE avança com um programa de estímulos à economia através da compra de dívida, está a ditar este desempenho entre as duas moedas.

 

O euro segue a perder 1,41% face à moeda norte-americana, a valer 1,0485 dólares. Desde Janeiro de 2003 que não negociava num nível tão baixo. No acumulado do ano, perde 13,2%.

 

Pelas estimativas do Goldman Sachs, citadas pela Reuters, daqui a um ano a moeda única deverá estar abaixo de um dólar (95 cêntimos). Até ao final de 2016, a moeda única afundará para os 85 cêntimos de dólar, e até final de 2017 poderá cair para os 80 cêntimos de dólar, de acordo com as mesmas projecções do banco de investimento.

 

A moeda da Zona Euro sai fragilizada com o programa de compra de dívida por parte do BCE, no valor de 60 mil milhões de euros por mês até Setembro de 2016, uma estratégia já levada a cabo pela Fed, no âmbito da chamada flexibilização quantitativa, mas que terminou no ano passado.

 

Nas suas estimativas mais recentes, os economistas do BCE apontam, que até 2017, a inflação deverá subir dos actuais -0,3% para 1,8% na Zona Euro. Mas as mesmas previsões, no pior cenário, apontam que um euro mais fraco, a ajudar as exportações europeias, poderá impulsionar a inflação para um valor acima da meta de 2%.

 

Do lado dos EUA, alguns analistas dizem que a valorização do dólar também levará a Fed a ser mais cautelosa. "Um dólar demasiado forte não é bom para a economia norte-americana, já que cria pressões deflacionistas e penaliza o crescimento económico por via de uma quebra no sector exportador", sublinhou à Bloomberg um estratega do JPMorgan Asset Management, Kerry Craig.

 

O que estamos a ver, explicou à Bloomberg um operador da USForex, Lennon Sweeting, é que a solidez do dólar segue intacta.  "Aquilo que vimos ontem [quinta-feira, sessão em que a nota verde cedeu face ao euro] foi sobretudo o mercado a proceder à tomada de mais-valias no dólar depois de uma escalada sustentada", acrescentou.

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