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Euro em queda face ao dólar

euro seguia em queda face às moedas norte-americana e japonesa, mas valorizava em relação à libra, no dia em que foi anunciado o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido cresceu 3,3% no terceiro trimestre, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 20 de Dezembro de 2007 às 10:57
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O euro seguia em queda face às moedas norte-americana e japonesa, mas valorizava em relação à libra, no dia em que foi anunciado o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido cresceu 3,3% no terceiro trimestre, em relação ao mesmo período do ano anterior.

A moeda europeia perdia 0,13% para os 1,4366 dólares, apesar de ter sido anunciada uma recuperação no índice GfK que mede a confiança dos consumidores. A previsão da confiança dos consumidores para Janeiro subiu para 4,5 pontos face a aos 4,4 pontos registados em Dezembro. Os analistas previam uma quebra para 4 pontos.

Os dados conhecidos hoje são "boas notícias, dando motivos de optimismo para 2008" afirmou o analista Klaus Wuebbenhorst, citado pela Bloomberg.

Contactados pela agência noticiosa norte-americana, economistas do Deutsche Bank AG, Royal Bank of Scotland Group e Morgan Stanley revelaram que o presidente do Banco Central Europeu pode ser forçado a seguir o Banco de Inglaterra (BOE) e a Reserva Federal dos EUA, cortando a taxa de juro da Zona Euro.

Esta tarde, nos EUA, serão conhecidos o índice de indicadores económicos em Novembro, com os analistas a prever uma queda mensal de 0,3%, os pedidos subsídio de desemprego, verificados na semana passada e o PIB no terceiro trimestre que se espera tenha subido 4,9%.

Entretanto, a libra seguia em queda face ao euro e ao dólar, depois de ter sido anunciada uma subida de 3,3% no PIB do Reino Unido, no terceiro trimestre, um valor acima dos 3,2% esperados pelos 26 economistas contactados pela Bloomberg.

Ontem, o BOE divulgou as minutas da última reunião, onde foi determinada a redução do preço do dinheiro para o Reino Unido. Estas revelaram que os governadores do Banco de Inglaterra votaram unanimemente na redução de juros anunciada no início do mês, sendo a primeira vez, desde o 11 de Setembro, em que há consenso entre os governadores da autoridade monetária para o Reino Unido.

O BOE decidiu cortar a taxa de juro de referência para o Reino Unido de 5,75% para os 5,5% e ponderou reduzir mais o preço do dinheiro, mas os governadores decidiram não avançar com um corte maior porque "iria aumentar os riscos de subida para a inflação", de acordo com as minutas publicadas ontem e citadas pela Bloomberg.

No Japão, o iene valorizava 0,53% face à moeda da Zona Euro e 0,40% face à moeda norte-americana. O Banco do Japão manteve inalterada a taxa de juro de referência do país nos 0,5%, numa decisão unânime, a primeira vez desde Junho passado, depois da confiança dos empresários ter caído e dos banco centrais terem injecto liquidez nos mercados para contrariar as restrições de crédito que ameaçam o crescimento global.

A autoridade monetária do Japão reviu, ainda, em baixa as suas perspectivas para a economia, afirmando que o crescimento irá "abrandar".

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